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Polícia

Após se apresentar à polícia, suspeito de matar jovem a tiros na Vera Cruz é liberado

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O jovem de 18 anos, suspeito de matar Talis Augusto Pereira da Silva, de 19 anos, se apresentou na tarde de ontem à Polícia Civil. De acordo com o chefe de investigações da Delegacia Especializada em Homicídios e Desaparecidos, inspetor Volmar Menegon, o acusado se apresentou com a presença do advogado e optou por permanecer calado.

O rapaz não tem antecedentes criminais, possui residência fixa e emprego, por isso pode responder em liberdade num primeiro momento. Menegon explicou que a delegada Daniela Minetto vai aguardar o inquérito ser concluído para definir se pede ou não a prisão preventiva do suspeito.

Relembre o caso

Na noite da última segunda-feira (25) um jovem de 19 anos foi atingido por disparos de arma de fogo na região da Rua 7 de setembro, nas proximidades do Girardi, na grande Vera Cruz, em Passo Fundo.

De acordo com informações do Hospital São Vicente de Paulo, Talis Augusto Pereira da Silva foi atingido por pelo menos cinco tiros, sendo dois na cabeça, um no tórax, um na coxa e um na genitália. O jovem foi atendido pelo HSVP, mas, devido ao grave quadro em que se encontrava, não resistiu e veio a óbito no início da manhã de terça-feira (26).

Talis foi sepultado no final de tarde de terça-feira (26), com uma enorme comoção de amigos e familiares.

De acordo com informações obtidas pela Rádio Uirapuru, o suspeito de assassinar Talis tem 18 anos e deve se apresentar nessa semana na polícia civil. O crime teria sido motivado por ciúmes. Eles seriam amigos, porém um atrito começou após o suspeito de ser o autor dos disparos ter terminado com a namorada e não aceitava o fim do relacionamento. Talis teria se aproximado da menina e por esse motivo foi morto. A menina também será ouvida nesta semana, além de outras testemunhas.

A polícia civil trata o caso como homicídio qualificado, uma vez que o crime foi premeditado pelo autor. O acusado levou o celular da vítima, no momento dos disparos, o que leva a polícia acreditar que a intenção é ocultar provas.