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Saúde

Suicidas camuflam emoções e esperam uma oportunidade para cometer o desatino afirma psiquiatra

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O copiloto da empresa Germanwings, que na terça-feira (24), segundo as investigações, fez o Airbus A-320, com 150 pessoas, bater nas montanhas dos Alpes franceses, teve há seis anos forte depressão.

 

De acordo com documentos do órgão regulador alemão do setor, o copiloto procurou ajuda psiquiátrica para um “surto agudo de depressão” em 2009 e continuava a ser assistido pelos médicos. Andreas Lubitz, 28 anos, recebia assistência médica regular, a Lufthansa, proprietária da Germanwings, prestou essa informação.

 

Sendo que, inclusive, durante a sua formação, o jovem piloto sofreu “depressões e ataques de ansiedade”. De acordo com o psiquiatra Carlos Hecktheuer, pessoas como o copiloto, suicidas, disfarçam, camuflam as emoções e aguardam na espreita, uma oportunidade para cometer o ato, muitas vezes levando consigo pessoas inocentes.

 

O especialista registra, ainda, que o comportamento egocêntrico e egoísta do mundo atual, onde cada um olha para o próprio umbigo, sem olhar o outro, acaba gerando tragédias como estas.As empresas, interessadas somente no lucro e no desempenho, deveriam ter como meta o bem estar à qualidade de vida. Se assim fosse, a companhia aérea, na opinião do médico, teria percebidos os sinais dados pelo suicida.