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Educação

Suécia abandona educação digital e acende alerta sobre necessidade dos livros físicos

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Depois de décadas de adesão à educação 100% digital, a Suécia voltou atrás e vai investir em livros didáticos impressos.   A notícia trouxe à tona a discussão sobre a necessidade do uso dos livros nas escolas.  No Brasil há pouco tempo iniciou um movimento contrário, com os livros de papel ficando em segundo plano e os digitais chegando de maneira intensa.  Este movimento ganhou força na pandemia.

A mudança de retorno para o livro de papel ocorreu, segundo a ministra da Educação daquele país, porque se constatou que foi negligenciando o conteúdo em favor da forma.  Ou seja, o conteúdo educacional ficou para trás por ser digital.  Com isso, o país pretende investir, ao longo de 2023, 45 milhões de euros, aproximadamente 242 milhões de reais, na distribuição de livros didáticos impressos aos alunos.

Sobre este assunto a Uirapuru conversou com Silvana Rovani, ex-presidente da Associação de Livreiros de Passo Fundo. Conforme ela, a medida vem ao encontro do que os profissionais da área já acreditavam. A relação que ela faz do maior uso de telas é que, por não terem muita facilidade com essas tecnologias, muitas vezes os pais acabam ficando fora desse processo de aprendizagem.   De acordo com ela, pela dificuldade em lidar com essas ferramentas, os pais acabam não conseguindo auxiliar seus filhos no ensino em casa.  Com isso, diminui o contato entre pais e filhos e pode ocorrer um distanciamento da criança com a família.

Ela ressalta que dessa forma o aluno cresce pensando que precisa apenas do digital, deixando de socializar.   Por isso, Silvana alertou para o cuidado na implantação desses mecanismos digitais, que deveriam vir associados ao uso dos livros impressos.   Além disso, Silvana defende que deve-se considerar a saúde cognitiva, que pode ficar prejudicada pela oferta de apenas uma forma de aprendizado.