STJ manda soltar profissionais presos após rompimento da barragem em Brumadinho
Na tarde desta terça-feira (05) a sexta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu, por unanimidade, liberdade para três funcionários da Vale e dois engenheiros da empresa TÜV SÜD que prestavam serviço para a mineradora. Eles haviam sido presos após o rompimento da barragem de Brumadinho.
As prisões, realizadas em 29 de janeiro, eram temporárias. Segundo investigadores, os profissionais participaram de forma direta e atestaram a segurança da barragem número 1 da Mina do Feijão, que rompeu no dia 25 de janeiro.
A decisão da sexta Turma é provisória (liminar) e tem validade até que o Tribunal de Justiça de Minas Gerais julgue o mérito dos habeas corpus apresentados pelos cinco investigados.
Os engenheiros da TÜV SÜD André Yassuda e Makoto Mamba, e os funcionários da Vale Cesar Augusto Paulino Grandchamp (geólogo), Ricardo de Oliveira (gerente de Meio Ambiente) e Rodrigo Artur Gomes de Melo (gerente-executivo do Complexo Paraopeba da Vale) tiveram pedido de liberdade negado liminarmente no tribunal mineiro no último sábado (02). Eles então recorreram ao STJ.
Até o momento, 134 mortes foram confirmadas na tragédia de Brumadinho. Outras 199 pessoas continuam desaparecidas.
Versões das empresas
A Vale afirmou, por nota, que “está colaborando plenamente com as autoridades”.
“A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”, disse a empresa.
Também por meio de nota, a TÜV SÜD Brasil, responsável pelas análises de segurança da barragem, informou que “não irá se pronunciar neste momento e fornece todas as informações solicitadas pelas autoridades”.
*Com informações do G1