Sonegação, contrabando e pirataria tiram 7 bilhões da arrecadação do Estado em ICMS
A sonegação, pirataria e contrabando consomem milhões de reais dos cofres públicos. A afirmação é do deputado Juliano Roso, que tratou do tema na Assembleia Legislativa. O parlamentar acrescentou que essas ações criminosas, além de abrigarem, por meio da clandestinidade, o tráfico de drogas e armas, estimulam também o trabalho escravo e infantil.
Roso lidera, na Assembleia, o trabalho da Frente Parlamentar de Combate à sonegação fiscal, pirataria e contrabando. Afirmou que “a sonegação é um crime e deve ser tratada como crime”, pregando a utilização da inteligência dos quadros funcionais, os auditores e técnicos da Receita Estadual, da inteligência da polícia, Ministério Público e Tribunal de Contas, “para dar um combate sem tréguas à sonegação fiscal”.
Ele acredita que os recursos do ICMs perdidos para a sonegação, estimados em 7 bilhões de reais, dariam para suprir o atual rombo fiscal dos cofres gaúchos.
Roso registrou que o país perde, anualmente, R$ 100 bilhões com a entrada de produtos ilegais e que o Rio Grande do Sul , pelas fronteiras com Uruguai, Argentina e Paraguai, “é um corredor de entrada destes produtos”, referindo o aumento de 20% do contrabando, materializado na perda de R$ 500 milhões pelo Estado para o crime.