Somente parceria privada e pedágio salvam duplicação da estrada entre Passo Fundo e Marau
A tão aguardada duplicação da estrada que liga Passo Fundo a Marau e Casca, a ERS 324, que já esteve muito próxima de ter obras iniciadas, segue indefinida.
Desde 2012 o projeto para o primeiro lote, de 19,6 quilômetros foi aprovado, licenças ambientais também foram liberadas, mas por falta de dinheiro, a obra não saiu do papel. O secretário de Transportes e Mobilidade Urbana, Pedro Westphalen, em entrevista na Uirapuru, disse que com recursos próprios o governo não tem condições de fazer a duplicação.
Assim como em administrações anteriores, o atual governo também coloca essa obra entre as prioridades da gestão. Com as finanças precárias e cofre vazio para investimentos, o secretário disse que nesse momento a única forma da duplicação sair, é através parceria com a iniciativa privada e a instalação de pedágios no trecho.
No entanto, antes que isso aconteça, diz que a comunidade regional deverá ser ouvida em uma consulta pública para definir se esse é o modelo a ser implementado.
O projeto de duplicação está dividido por lotes. Sendo o lote 1, de Passo Fundo a localidade de São Luiz da Mortandade; o lote 2 é o contorno de Marau e o lote 3 até Casca. O custo estimado em há três anos era de 116 milhões de reais.