Sociólogo português inicia as atividades do Fórum Social Mundial
Na manhã desta terça-feira (19) iniciaram as atividades do Fórum Social Mundial 2016. Na tenda Espaço Paulo Freire a roda de conversa “O saber popular na produção de conhecimento: sistematização como princípio educativo” o filósofo português Boaventura de Souza Santos abordou diversos aspectos referentes à atual conjuntura da educação popular e os movimentos sociais.
Ele lembrou que nas últimas décadas os movimentos sociais passaram a ter um importante papel na luta de classes e os mesmos podem ter um papel fundamental numa reforma educacional. “É preciso deseducar muita coisa que se aprende e iniciar de uma maneira nova”, disse o sociólogo que acredita ser necessário abrir-se para outra realidade e outras formas de universidade.
A mesa ainda contou com a presença de Oscar Jara (CEAAL), Gislei Siqueira Knierin (MST), José Ivo dos Santos (CES/UPMS), Gilberto Carvalho (CNS) e Wilson Cancioni (IFB). Os facilitadores foram Osvaldo Peralta Bonetti (MS), Simone Leite (ANEPS) e Selvino Heck (SG-PR).
A direção colegiada do CMP Sindicato está participando das atividades através dos professores Adriana Nadal, Eduardo Albuquerque, Regina Costa dos Santos e Rosane Nery. Para a dirigente da secretaria de formação Regina Costa dos Santos todos os representantes sindicais deveriam participar de um evento deste porte, que discute diversas demandas nacionais e internacionais. “O FMS é uma oportunidade de conhecer diversas organizações de trabalhadores da educação. Isso nos possibilita potencializar a luta nas demandas do magistério municipal”, pontua.
Marcha de abertura
A tradicional Marcha de Abertura marcou oficialmente o início do FSM. A caminhada teve início no final da tarde e seguiu do Largo Glênio Peres, no Centro Histórico, passando pela Avenida Borges de Medeiros e seguindo até o Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa, onde os participantes acompanharam o show do músico Nei Lisboa, além de hip-hop e Rock de Galpão. A atividade reuniu representantes de movimentos sociais, estudantes, centrais sindicais, ativistas, servidores públicos e políticos.
Além dos movimentos sindicais se destacou a presença de grupos que fazem parte da luta antimanicomial e grupos indígenas e de religiões afro, que realizaram apresentações artísticas durante o percurso.
A edição deste ano comemora a 15ª edição do Fórum, que reúne milhares de pessoas em cada edição. Em 2016 cerca de 20 mil pessoas que devem participar das atividades, que se estendem até o próximo sábado, 23, em diferentes pontos da capital.