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Cidade

Sobrecarga na rede elétrica é uma das principais causas de incêndio em residência em Passo Fundo

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

Ocorrências de incêndio em residência tem sido frequentes em Passo Fundo. Nos primeiros três meses de 2019 o corpo de bombeiros atendeu 29 ocorrências em que moradias pegaram fogo. A média é de quase um incêndio a cada três dias e em alguns casos as residências foram completamente destruídas ou tiveram sua estrutura bastante danificada.

O tenente do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, Paulo Roberto de Souza explicou que existe legislação estadual de prevenção a incêndio que regula comércio, indústria, escolas e locais de reunião de público e que exige sistemas de prevenção mais complexos do que em residências unifamiliares e que devem ser observados para obter o alvará de prevenção de incêndios liberado.

Fontes de Perigo

Paulo Roberto de Souza disse que as pessoas que não tem a obrigação regulada em lei devem ter os cuidados básicos observados em suas residências para evitar ocorrências de incêndio. “Em pouco mais de um mês teremos o início do período em que as temperaturas devem estar mais baixas e tivemos muitos incêndios em virtude de fogões a lenha, lareiras, aquecedores, lençóis térmicos e várias situações que podem ocasionar incêndios” disse o tenente.

Aumento do uso de eletrônicos

Cada vez mais os equipamentos eletroeletrônicos têm feito parte da vida das pessoas e conforme informou o tenente Paulo Roberto, são indispensáveis os cuidados com as instalações elétricas residenciais. “Quando uma pessoa faz o dimensionamento de uma instalação elétrica em uma residência e depois acaba adquirindo outros equipamentos que consomem energia elétrica, gera o aumento do consumo de luz para aquela instalação feita no passado. Isso acaba sobrecarregando um determinado ponto de luz ocasionando risco de curto circuito ou superaquecimento” afirmou o bombeiro.

Equipamentos de aquecimento residencial

Paulo Roberto ressaltou a importância de efetuar a limpeza dos dutos e chaminés utilizados em lareiras e fogões a lenha. “A primeira precaução antes da utilização desses equipamentos é a limpeza, porque a fuligem que fica nos chaminés pode se tornar um material incandescente e causar um incêndio”, disse.

O tenente ressaltou ainda a importância de não deixar próximo aos equipamentos de aquecimento, conjuntos de estofados, tapetes e outros materiais que possam pegar fogo. “Durante a utilização, em um descuido pode cair uma fagulha ou uma brasa e causar um princípio de incêndio. Outro cuidado é nunca ir dormir com o fogo acesso e com crianças brincando próximo a fogões e lareiras”.

Segundo o Corpo de Bombeiros a utilização de produtos inflamáveis para o acendimento do fogo em fogões e churrasqueiras também traz muito risco. “Jamais principiar o fogo usando gasolina, álcool ou outro líquido combustível. O excesso de lenha também tem que receber atenção devendo ser utilizado somente o necessário e sem exageros”.

Quanto aos lençóis térmicos a orientação é guardar o equipamento sem sobrepor peso algum sobre o mesmo, uma vez que pode romper as micro resistência que formam o produto.

Gás de cozinha

O uso de gás de cozinha também requer cuidados especiais. “Uma dica importante é se a pessoa sair de casa e quando voltar sentir cheiro de gás de cozinha não deve acender qualquer tipo de chama, nem mesmo acionar o interruptor para ligar alguma luz”. Paulo Roberto orienta que nesses casos deve-se abrir portas e janelas para ventilar o ambiente.

A orientação do Corpo de Bombeiros para evitar sinistros envolvendo gás de cozinha é acostumar-se a desligar o registro no botijão ou em casos de residências com gás central desligar o registro na entrada do imóvel. “É extremamente importante verificar a validade das mangueiras de gás. O período de validade está localizado na tarja amarela impressa no equipamento. Mesmo que a mangueira esteja em bom estado, se estiver fora da validade deve ser substituída. Orientamos também a evitar qualquer tipo de gambiarra ou improvisação”.

O tenente disse ainda que não se deve testar se há vazamento de gás no botijão com qualquer tipo de chama. “A melhor maneira para verificar existe vazamento é a esponja com um pouco de detergente de cozinha. Também não se deve forçar a válvula com qualquer tipo de ferramenta”, ressaltou.

Sinais de problemas na rede elétrica

Sobre as instalações elétricas Paulo Roberto orientou que qualquer alteração no sistema elétrico residencial deve ser feitos por pessoas especializadas no assunto. “As improvisações às vezes ocorrem. Já vimos coisas terríveis, como emenda em fios isoladas com plástico de sacola de mercado. Essas improvisações são extremamente perigosas, podendo expor a pessoa a um choque elétrico ou causar um princípio de incêndio”.

O bombeiro chamou atenção para as quedas de energia. “Disjuntor caindo é um sinal extremamente importante de um perigo iminente que está acontecendo. Outra situação importante é saber que se o disjuntor está caindo não se deve trocar por um disjuntor mais forte, porque o problema não está ali, mas sim na rede elétrica” concluiu Paulo Roberto.