Sobe para oito os casos autóctones de dengue em Passo Fundo: situação preocupa Vigilância Ambiental
O Rio Grande do Sul está vivendo uma sequência de dias quentes fora do comum para a época e com isso as pragas urbanas estão se proliferando. Uma delas é o mosquito transmissor da Dengue.
A Rádio Uirapuru recebeu a informação preliminar que a cidade estava com ao menos 6 casos autóctones da doença. Porém, em entrevista na Uirapuru, a chefe do Núcleo de Vigilância Ambiental, Ivânia Silvestrin, declarou que o número aumentou para 8. Ela explicou que os casos autóctones são casos contraídos dentro do município de residência.
Conforme Ivânia, há uma preocupação muito grande por parte da Vigilância Ambiental de Passo Fundo em relação a estes oito casos por vários motivos. O primeiro, segundo ela, é que o município está infestado pelo Aedes aegypti e com isso a disseminação do vírus da dengue ocorre em proporções grandes. De acordo com Ivânia, uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue pode infectar várias pessoas em um raio de 300 metros e o controle é delicado porque as pessoas ainda estão guardando muita água parada.
Algo que caracteriza os casos autóctones de Passo Fundo é que eles estão sendo registrados em vários bairros da cidade e não concentrados em apenas uma região, como foi em 2022. Segundo a chefe do núcleo, no ultimo levantamento de infestação realizado no município, em janeiro, o principal bairro com focos da dengue foi São Cristóvão. Já o que teve mais casos registrados foi a Vila Luíza. Porém, conforme Ivânia, cada levantamento aponta regiões diferentes, o que chama atenção e mostra que o vetor está circulando em Passo Fundo, causando medo da proporção que pode tomar no município.
Para evitar mais casos, ela pede que a população tenha cuidados básicos, como não deixar água parada e descartar corretamente os lixos, para evitar que a fêmea deposite seus ovos e gere uma população grandiosa de mosquitos.