Situação financeira dos Correios reflete no atendimento em Passo Fundo
A crise financeira da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) tem afetado a população. Cada vez mais é comum o atraso da entrega das correspondências. Isso quando chegam às residências.
Todos os dias, ouvintes relatam à Uirapuru problemas com o serviço, alguns que vão além de atraso de cartas e boletos, como o extravio de encomendas. Hoje, a própria instituição orienta o cidadão a não aguardar pelo serviço de entrega quando tem prazo para pagar as suas contas.
Os Correios fechou o ano passado com um prejuízo em torno de R$ 2 bilhões. O rombo foi praticamente o mesmo que em 2015. Nesse ano, a estatal anunciou algumas medidas de recuperação, como a demissão voluntária e recomposição das tarifas postais.
Em Passo Fundo, a situação da empresa também é delicada. Por meio de um memorando circular, enviado pela empresa aos funcionários na terça-feira (21), foram adotadas medidas emergenciais de contenção de despesas, como suspensão de contratações e de realização de horas extras.
Conforme o documento, a empresa não disponibilizará mais copos descartáveis e nem papéis higiênicos. A partir do dia 1º de abril, cada empregado receberá um copo para ser usado durante o horário do seu expediente, tanto para água quanto para café, quanto ao papel ele terá direito a uma cota diária estabelecida.
O horário do café deixará de existir, com a justificativa de que a perda de tempo decorrente desses minutos tem causado prejuízo aos cofres públicos.
Há informações que as férias desse ano também foram cortadas e que os trabalhadores só poderão tirá-las a partir de abril de 2018.
Para atender toda a população de Passo Fundo seria necessário 100 carteiros nas ruas, no entanto o município conta com apenas 60. Desses, 15 são terceirizados, sendo que o contrato deles encerra nesse mês e não será renovado.
Alguns funcionários têm que abdicar do horário do almoço para conseguir fazer as entregas. Cada carteiro carrega um malote de cerca de 25 a 28 quilos.