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Polícia

Sistema processual foi respeitado em depoimento do ex-presidente Lula a juiz Moro, avalia jurista

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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O interrogatório do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao juiz federal Sérgio Moro, ocorrido na quarta-feira (10), tumultuou Curitiba e transformou o momento em ato político de diferentes frentes. Grupos contrários à Lula tiveram frustrada a expectativa de prisão do ex-presidente.

 

Durante o interrogatório, que durou quase cinco horas, Lula negou as acusações e afirmou que nunca teve a intenção de adquirir um tríplex no Condomínio Solaris, no Guarujá, em São Paulo. Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

 

Na Uirapuru, o advogado Osmar Teixeira confirmou que não havia possibilidade da prisão de Lula, ao menos que ele tivesse um ato de rebeldia ou dirigisse ofensas ao magistrado. Antes mesmo do início do interrogatório, Moro tranquilizou o réu dizendo que a eventual prisão não passava de um boato sem qualquer fundamento.

 

Teixeira destacou que Moro não precisava explicar nada, mas entendeu que ele fez essa observação em respeito a pessoa do ex-presidente e da instituição Presidência da República. O advogado explicou que o juiz Moro conduziu os trabalhos dentro do sistema processual.

 

Explicou que o juiz é obrigado a fazer as perguntas relacionadas aos fundamentos da acusação, assim como os fatos que envolvem a defesa do acusado. O ex-presidente se quisesse poderia ter se recusado a prestar qualquer tipo de declaração e manter-se em silêncio. Se isso tivesse acontecido o interrogatório teria terminado em 15 minutos.

 

Teixeira disse que todas as formalidades foram cumpridas. O réu tem o direito de ser interrogado e de ficar em silêncio, confessar se quiser ou negar os fatos, como Lula fez.