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Educação

SINEPE/RS prevê aumento médio de 9,15%, mas reajuste depende da realidade de cada escola

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Foto reprodução internet

As mensalidades das escolas privadas do Rio Grande do Sul devem ter reajuste médio de 9,15% em 2026, conforme levantamento do Sindicato do Ensino Privado do Estado (SINEPE/RS). A pesquisa, realizada entre 24 de setembro e 7 de outubro, contou com a participação de 174 escolas associadas e indica que o aumento acompanha a elevação dos custos operacionais das instituições, projetada em 9% para o próximo ano. Entre as despesas que mais impactam o orçamento estão a folha de pagamento, infraestrutura, tecnologia e contas públicas, como energia e água.

O presidente do SINEPE/RS, Oswaldo Dalpiaz, informou que o percentual divulgado é apenas uma referência, já que o reajuste é definido individualmente por cada escola de acordo com sua planilha de custos. Ele explicou que o índice não é fixo e que as variações dependem da realidade de cada instituição. De acordo com ele, algumas escolas poderão aplicar índices menores, enquanto outras adotarão valores superiores, conforme investimentos e necessidades específicas.

Dalpiaz acrescentou que o sindicato não determina os reajustes, atuando apenas como órgão de apoio e orientação às escolas. Segundo ele, os aumentos podem, em alguns casos, provocar evasão de alunos, embora muitas famílias optem por permanecer nas instituições quando percebem retorno em qualidade pedagógica, infraestrutura e qualificação dos profissionais.

O presidente avaliou que o ensino privado no Estado mantém um padrão de qualidade elevado e tem demonstrado capacidade de adaptação às mudanças. Ele mencionou que a maioria das mensalidades do ensino médio no Rio Grande do Sul varia entre R$ 2 mil e R$ 2,5 mil, podendo chegar a R$ 3 mil em escolas diferenciadas. Dalpiaz observou ainda que o percentual de reajuste pode variar conforme a região, sendo menor em cidades do interior, como Passo Fundo. O levantamento, segundo ele, serve como referência para o planejamento financeiro das instituições em 2026.