Sindiurb pede ao Tribunal do Trabalho para mediar reajuste salarial de funcionários da Codepas
Os trabalhadores da Companhia de Desenvolvimento de Passo Fundo (Codepas) estão em um impasse com a empresa para o reajuste salarial da categoria.
As negociações do reajuste de 2019 dos empregados públicos da Codepas, cuja data-base venceu em abril de 2020, foram suspensas devido à pandemia.
No entanto as discussões, foram retomadas no final de novembro, mas a categoria tem rejeitado nas assembleias uma proposta de achatamento salarial apresentada pela empresa, que não garante nem mesmo a reposição da inflação de 3,31% retroativa nos salários.
Por isso, os trabalhadores do transporte coletivo, coleta de resíduos dos contêineres e estacionamento rotativo estão em estado de greve e exigem o mínimo, visto que houve aumento da passagem e o período em negociação é anterior à crise sanitária.
A Codepas divulgou nota nesta segunda-feira (11) falando sobre a situação. Conforme a companhia, sempre esteve à disposição para dialogar na negociação sindical que encontra-se em andamento. A empresa analisou todas as possibilidades e vem buscando alternativas para apresentar uma proposta que possa atender as demandas da categoria.
A nota diz ainda que há incertezas no cenário econômico e a empresa aguarda os reflexos da pandemia, tendo concentrado todos os esforços durante este período para cumprir com os compromissos financeiros, priorizando e efetuando em dia os pagamentos dos salários, férias, décimo terceiro e demais encargos trabalhistas.
Além disso a Codepas apresentou ao Sindicato da categoria a manutenção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para a próxima negociação data-base para abril/2021; Retroatividade de 3,31% referente ao INPC do ticket alimentação para os 9 meses já decorridos e Pagamento de 3,31% com base no INPC de 5 meses a título de abono para o período.
O que diz o Sindiurb?
De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivos Urbanos de Passo Fundo (Sindiurb), Miguel dos Santos, a proposta de reajuste salarial já foi apresentada aos trabalhadores em assembleia e foi rejeitada pela maioria.
A empresa quer parcelar em cinco vezes o aumento no ticket alimentação e a categoria quer receber o reajuste no contra cheque, não a título de abono. Por isso o impasse persiste e a chance de paralisação dos serviços existe.
Conforme Miguel, o Sindiurb solicitou ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para que faça a mediação entre Codepas e trabalhadores buscando chegar a um acordo e evitando assim a greve.