SINDISAÚDE relata a Ministério Público Estadual situação de hospitais da região que deixaram de atender pelo SUS
Em audiência, ontem (22), no Ministério Público do RS, o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Fabiano Dallazen e a promotora de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos de Porto Alegre Liliane Pastoriz requisitaram que a Federação dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde-FESSERS formalize as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores da saúde em função do atraso no repasse de recursos aos hospitais filantrópicos por parte do Estado.
De acordo com o MP o documento deve indicar o número de trabalhadores afetados e a natureza jurídica dos hospitais. A medida servirá para subsidiar a instauração de inquérito civil pela Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Humanos. A disposição do MP é de abrir um processo investigativo sobre os diferentes agentes do processo e, só então decidir os caminhos a serem trilhados.
No encontro, a presidente do SINDISAÚDE, Terezinha Perissinotto citou o caso de Marau, onde o único hospital da cidade, o Cristo Redentor, parou de realizar atendimento pelo SUS, afetando pacientes de 25 municípios da região. Ela observou que já ocorre atraso no pagamento de salários em vários municípios abrangidos pelo Sindicato.