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Geral

SindiSaúde afirma que até o momento não houve contraproposta e novas paralisações serão realizadas nos próximos dias

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O SindiSaúde de Passo Fundo e Região realizou, nesta quarta-feira (04), uma paralisação com os trabalhadores da saúde em defesa da valorização salarial. O movimento, organizado em etapas, teve início logo pela manhã, durante a troca de turno, no Hospital São Vicente de Paulo (HSVP) — tanto na Matriz quanto na Filial. Na Matriz, os trabalhadores se concentraram em frente ao Bloco Cirúrgico, realizando paralisações também no início da tarde, com nova interrupção prevista para a noite.

Alguns funcionários do Hospital de Clínicas de Passo Fundo (HCPF) também participaram da mobilização, com paralisação registrada na tarde de quarta-feira. O objetivo dos trabalhadores é garantir a valorização salarial e obter uma contraproposta que atenda às necessidades da categoria.

Segundo as diretoras do SindiSaúde, há quase três anos os técnicos de enfermagem estão sem qualquer reajuste salarial. Além disso, os profissionais relatam sobrecarga de trabalho, equipes reduzidas e uma crescente demanda por atendimentos — fatores que vêm comprometendo a saúde física e mental da categoria, que continua adoecendo sem qualquer reconhecimento financeiro.

De acordo com o Comando de Greve, até o momento não houve nenhuma contraproposta por parte do sindicato patronal (SINDIBERF) desde o início do movimento. Diante disso, a mobilização continuará, com novas paralisações previstas para os próximos dias.

O Comando de Greve também convidou os trabalhadores do HSVP e do HCPF para uma caminhada nesta quinta-feira, 5 de junho, pelas ruas de Passo Fundo, com o objetivo de chamar a atenção de toda a comunidade sobre a situação.

Proposta da Categoria

Os trabalhadores apresentam duas propostas de reivindicação:
Reajuste salarial de 8% para todos os funcionários; ou
Reposição do INPC (5,32%) e implantação de um bônus ou vale-alimentação no valor de R$ 250,00.

A reportagem da Rádio Uirapuru entrou em contato com os hospitais de Passo Fundo com o objetivo de verificar se houve atraso nos atendimentos no primeiro dia de paralisação, e afirmaram que não ocorreu impacto nos atendimentos, mas seguem monitorando a situação.