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Cidade

Sindicatos anunciam dia de paralisação geral na próxima sexta-feira

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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A próxima sexta-feira (28) será marcada por grandes manifestações em todo o país contrárias às reformas propostas pelo governo federal. As centrais sindicais de Passo Fundo estão organizando paralisação em todos os setores e não está descartado que até mesmo o transporte coletivo seja afetado.

 

Professores municipais e filiados ao Simpasso também podem aderir ao movimento. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município já definiu cinco pontos de mobilizações na região para a sexta-feira.

 

O movimento vai reunir os trabalhadores rurais em Tapejara, Marau, Pontão, Mormaço e Serafina Corrêa. Em todo o estado serão 20 pontos de mobilização. A categoria é contrária às mudanças da Previdência Social.

 

Os agricultores de Passo Fundo estão convidados a participar do ato em Pontão. O evento inicia às 9h30 e vai até ao meio dia. O sindicato vai disponibilizar transporte até o local, mas é preciso fazer a inscrição até a de quinta-feira (27) junto à entidade, que fica na Rua Comandante Kramer, nº 12, na Vila Popular.

 

O presidente do sindicato, Alberi Ceolin, destaca que a proposta de mudanças na reforma da Previdência, apresentada pelo relator da Comissão Especial, Arthur Maia, na última quarta-feira (19), pode mudar a qualquer momento. Por isso é importante que o agricultor continue mostrando a sua força.

 

Conforme o relatório de Maia, só poderá pedir a aposentadoria o produtor rural que tiver contribuído para o INSS por no mínimo 15 anos. Pela regra atual, eles podem se aposentar por idade, sem nunca terem contribuído para a Previdência.

 

A proposta também estabelece que homens possam se aposentar aos 60 anos e mulheres, aos 57, contanto que tenham contribuído para o INSS por no mínimo 15 anos. Hoje a idade da aposentadoria é de 60 anos para os homens e 55 para as mulheres.

 

Alberi Ceolin explica que o movimento não quer alterações, mas a continuidade de direitos que foram conquistados na Constituição de 1988. A matéria está prevista para ser votada no dia 8 de maio.