Skip to content

Saúde

Sindicato Médico gaúcho teme que IPE desapareça diante da falta de reajustes

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Imagem não disponível

O IPE, programa de saúde dos servidores do Estado, vem enfrentando problemas e os médicos já falam que, em breve, os seus atendidos serão encaminhados para o SUS. O Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (SIMERS) ingressou nesta semana com uma ação coletiva contra o Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS).

 

A ação cobra que a direção do IPERGS demonstre equilíbrio contratual e financeiro das suas decisões. O SIMERS esclarece que, mesmo depois do aumento nos valores das contribuições dos beneficiários do IPE-Saúde em 2012 e 2016, os médicos conveniados como pessoa física não têm, desde 2011, qualquer reajuste nos valores da tabela-IPE para consulta e procedimentos.

 

Em entrevista na Uirapuru, o presidente do SIMERS, Paulo de Argolo Mendes, explicou que hoje o IPE é um plano que dá prejuízo aos médicos. Conforme ele, ao fazer cálculos o médico chega ao resultado que não vale a pena atender pelo plano, que já um plano sonhado por muitos gaúchos. Como muitos médicos mantém um acompanhamento de anos com pacientes, eles acabam atendendo, mesmo sem obter lucros.

 

Para o presidente do SIMERS é preciso que o IPE mostre transparência na forma como administra, sendo lamentável pensar que um dia o plano possa desaparecer, prejudicando muitas pessoas. Ele fez um alerta de que, se as mais de um milhão de pessoas assistidas pelo plano deixarem o sistema, o SUS, que já sofre, será congestionado criando um caos.