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Geral

Sindicato dos Bancários vê nos planos de desligamento voluntário o preparo para a privatização dos bancos

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Para enxugar a folha e aliviar o caixa, empresas públicas estão recorrendo a Planos de Demissão Voluntária (PDV) ou a programas de aposentadoria incentivada.Na última segunda-feira (13) foi a vez do Banrisul anunciar o Plano de Aposentadoria Voluntária (PAV).

 

A adesão para até 700 empregados deverá ser realizada entre 15 de fevereiro, na próxima quarta-feira, e 25 de março. O período de desligamento ocorrerá de 10 de março a 30 de junho. O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal já fizeram o mesmo.

 

O diretor do Sindicato dos Bancários de Passo Fundo, Setembrino Dal Bosco, explica que o desligamento de trabalhadores vai sobrecarregar aqueles que permanecerem. A medida vai ao desencontro das campanhas promovidas pela categoria para a contratação de mais funcionários.

 

Para Dal Bosco, o objetivo dos programas PDV e PAV é facilitar a privatização dos bancos públicos, como consequência a população ficará refém do poder econômico. Ele lembra que no caso do Banco do Brasil houve até fechamento de agências e departamentos.

 

Em Passo Fundo foram encerradas as atividades da Agência São Cristóvão. Em janeiro, os clientes foram relocados para outras unidades. A Caixa Econômica não chegou nesse nível, mas Dal Basco ressalta que hoje ela é a única 100% pública e rentável, e que presta serviço à população carente, como no pagamento do Bolsa Família.

 

O Banrisul, apesar de público e rentável, 57% está nas mãos do governo do estado e o restante na bolsa de valores. Dal Basco prevê que se ele for privatizado também serão fechadas agências no município.

 

O diretor disse que é importante que a sociedade de Passo Fundo saiba o que existe por trás dos ataques que são feitos aos bancos.

 

Outras estatais que, nos últimos dois anos, adotaram o PAV foram Petrobras, Correios e Banco da Amazônia.