Sindicato diz que repercussão de paralisação dos ônibus pedindo vacina foi positiva para categoria
Na última segunda-feira (05) o sistema de transporte coletivo em Passo Fundo foi paralisado por duas horas. O ato ocorreu das 8h30 às 10h30. O horário escolhido foi para ajudar os trabalhadores, especialmente aos profissionais da saúde que tem a troca de turno nas primeiras horas da manhã. Segundo Miguel Valdir Santos Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivos Urbanos de Passo Fundo (Sindiurb), a atitude se deve à classe entender que nada tem sido feito para agilizar e priorizar a vacinação à categoria.
De acordo com o Sindiurb, cinco trabalhadores da classe faleceram em decorrência do coronavírus. Avalia que a repercussão da manifestação foi a melhor possível até o momento. Sendo o presidente do Sindicato, as empresas de transporte coletivo do município apoiaram e entenderam a gravidade do momento.
Destaca que está muito satisfeito da forma como se deu o protesto, com os trabalhadores aderindo a atitude e a população apoiando à classe. O próximo passo, segundo Miguel, é comunicar as autoridades, buscando auxílio para que seja pressionado o Ministério da Saúde na alteração de protocolos. Caso isso não seja obtido, outras reuniões serão realizadas e não se descarta aderir a paralisação que está programada em São Paulo para o dia 20 de abril. Desta forma, uma greve não está descartada ainda neste mês em Passo Fundo.
O pedido do Sindiurb é relacionado à priorização do grupo de tralhadores do transporte coletivo, especialmente a motoristas e cobradores. A reivindicação é que as autoridades políticas e jurídicas de Passo Fundo ajudem o segmento para a alteração dos protocolos junto ao governo federal.