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Economia

Sindicato da Alimentação pedirá 100% da inflação mais 3% de ganho real para reajuste da categoria

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Sindicato da Alimentação pedirá 100% da inflação mais 3% de ganho real para reajuste da categoria
Sindicato da Alimentação pedirá 100% da inflação mais 3% de ganho real para reajuste da categoria

Nesta semana o Sindicato da Alimentação de Passo Fundo realizou assembleia para aprovação da pauta 2022 para o reajuste da categoria. A discussão da pauta é o primeiro passo para iniciar as negociações para a campanha salarial deste ano.

Conforme o presidente do sindicato da Alimentação, Miguel dos Santos, a entidade representa trabalhadores de Passo Fundo, Mato Castelhano, Coxilha, Pontão e Ernestina. Por isso, é de fundamental importância a participação dos trabalhadores. Conforme Miguel, os funcionários que compareceram na assembleia, aprovaram a busca por um reajuste maior que em anos anteriores. A inflação está alta e o poder de compra dos trabalhadores menor, desse modo a categoria busca um reajuste de 100% do valor da inflação mais 3% de ganho real.

Além disso, os trabalhadores vão solicitar aos empresários que todos tenham vale transporte garantido. Atualmente, alguns setores da alimentação não fornecem o benefício. Durante a assembleia ficou definido também que a categoria vai reivindicar que o piso da categoria seja o mesmo para todos os setores, no valor mínimo de R$ 1,7 mil. Hoje o piso varia conforme o setor, por exemplo, em padarias é um valor, em frigorífico outro, e assim por diante. Com a definição do piso da categoria, nenhum trabalhador entraria no setor da alimentação ganhando menos que o salário estipulado pelo piso.

De acordo com o presidente do sindicato da Alimentação é necessário que os trabalhadores participem das assembleias e das negociações, pressionando os empresários do setor para conseguir chegar a um acordo e, mais importante ainda, garantir o que já foi conquistado.

Conforme Miguel dos Santos o momento do setor da Alimentação é bom, com a exportação em alta e nenhuma empresa precisou parar as atividades durante a pandemia. Desse modo, o presidente do sindicato acredita que as reivindicações dos trabalhadores serão atendidas. Miguel destaca que as negociações devem iniciar na próxima semana e podem se estender até a metade do ano.