Sindicalista diz que bancários não têm motivos para comemorar o seu dia
O Dia do Bancário, celebrado hoje, 28, surgiu a partir de uma grande assembleia realizada pela categoria em São Paulo, em 1951, que culminou em uma greve. Segundo o diretor de administração e finanças do Sindicato dos Bancários de Passo Fundo e região, Dário Delavi, desde aquela época as lutas são recorrentes, sendo que hoje, a categoria está cada vez mais reduzida, mesmo com a realização de concursos públicos.
Conforme ele, atualmente, o país conta com cerca de 490 mil bancários, no passado esse número já atingiu 1 milhão de profissionais. Delavi também comenta que nesta data, praticamente, não se tem muito o que comemorar, pois os bancários enfrentam a redução de salários, o assédio moral, as doenças, as metas abusivas e ainda sofrem com a falta de segurança, pois muitos gerentes e bancários, ultimamente, passam por sequestros relâmpagos.
Na segunda e na terça-feria, Delavi esteve em São Paulo, representando a Federação dos Bancários do Rio Grande do Sul na rodada de negociações da Campanha Salarial 2013 com a Febraban.
Segundo ele, os banqueiros não aceitaram a proposta dos bancários, que inclui reajuste de 11,93%, piso salarial de R$ 2.860,21 e R$ 678 ao mês dos vales alimentação. Eles também querem a retirada do Congresso da PL 4330, que prevê a terceirização do trabalho dos bancários. No dia 05 de setembro haverá uma nova discussão entre sindicalistas e banqueiros.