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Agronegócios

Simpósio da Vaca Leiteira: UPF debate qualidade do leite produzido no Rio Grande do Sul

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

A qualidade do leite foi tema do VII Simpósio da Vaca Leiteira, realizado ontem (28) no Centro de Eventos da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Ao longo da sexta-feira a atividade reuniu acadêmicos de cursos de Medicina Veterinária, Agronomia, Zootecnia e profissionais que atuam nessas áreas.

O simpósio foi feito em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O coordenador do evento, Carlos Boldan, contou que o Norte, Noroeste e parte da Serra concentra cerca de 70% do leite produzido no Rio Grande do Sul. A produtividade também é extremamente elevada. Enquanto o Estado ultrapassa a marca de 4 mil litros por vaca ao ano, a produção nacional chega a 1.700 litros por vaca ao ano.

O professor disse que a região também já deve ter batido a produção da Argentina que é a principal concorrente comercial do produto.

Boldan ressaltou que em médio e longo prazo a produção de leite vai se concentrar principalmente na região Sul do país. Hoje Minas Gerais é o maior produtor, com mais de 14 milhões de litros de leite por ano.

Sobre a qualidade do produto, Boldan salientou que um dos parâmetros que é avaliado é a mastite bovina, quanto menor for a incidência da inflamação mamária no rebanho mais leite as vacas vão produzir.

Outra preocupação é com a qualidade nutricional, na qual são analisados os níveis de gordura, de proteína, de lactose e de minerais, células somáticas – indicadores de mastite. É feita ainda a contagem bacteriana que indica o grau de higiene com que o leite foi obtido na fazenda e armazenado.

O laboratório do Serviço de Análises de Rebanhos Leiteiros (Sarle) da UPF, que é credenciado ao Ministério da Agricultura, avalia todo mês entre 60 a 70% do leite produzido no Estado.

Os resultados são utilizados pelo próprio ministério para diagnóstico do setor.