Simpasso lembra que trabalhadores da saúde estão sobrecarregados e pede empatia da comunidade
Uma enfermeira foi agredida no Cais Hípica em Passo Fundo, durante o atendimento, na tarde da última quarta-feira, 16. O fato foi registrado por volta das 16h. Por motivos desconhecidos, uma mulher agrediu a servidora. A Brigada Militar teve que ser acionada e registrou o ocorrido que será investigado pela Polícia Civil. Ontem o SIMPASSO emitiu uma nota onde, dentre outras coisas, lembra que o desacato a funcionário público no exercício da função ou em razão dela é crime previsto no artigo 331 do Código Penal.
A notícia também teve forte manifestação da comunidade, que reiterou a agressão sendo descabida, mas questionaram os direitos e deveres também dos servidores, amparados pela lei. A Uirapuru conversou com o 2º vice-presidente do SIMPASSO, Éverson da Luz Lopes. Conforme Éverson, é preciso que a população tenha mais empatia com todos os setores, sem agressões a qualquer profissional da sociedade.
Explicou que a classe da saúde está sobrecarregada desde que a pandemia chegou, com horários estendidos e escalas remanejadas para atender o povo. Isso não pode, segundo Éverson, ser pago com grosserias. Chegar ao fato de uma agressão física avança para mais artigos do código penal, que já tem proteção específica contra desacato.
Questionado sobre reclamações de mau atendimento no setor, o que desencadeia reações hostis das pessoas, Éverson disse que o mau atendimento muitas vezes é equivocado pelo fato da falta de estrutura pública. A falta de médicos ou medicamentos despertam, segundo Éverson, frustrações e com razão. Mas as cobranças, segundo ele, devem ser direcionadas a uma administração pública e não canalizadas em desacato ou agressões aos servidores.