Silo da CESA é implodido parcialmente: parte da estrutura será derrubada em outro momento
O antigo silo da CESA, a extinta Companhia Estadual de Silos e Armazéns, erguido na década de 60 em Passo Fundo, foi implodido parcialmente na manhã deste domingo (11), Dia dos Pais, nos altos da Petrópolis. A unidade de armazenagem foi criada em 1961 na cidade, tendo 12 células para grãos e recebendo a produção regional por décadas, em especial nos anos 70. A área foi comprada pelos empresários Roberto Andreetta e Pedro Brair recentemente e dará espaço a um empreendimento comercial. Estudos foram feitos para tentar manter o imóvel de pé, mas devido ao estado, ele foi condenado.
Os preparativos para a implosão duraram vários dias e foram coordenados pela Defesa Civil Municipal. A principal preocupação foi a segurança dos moradores próximos, embora o Silo esteja em uma área sem prédios ou casas próximas. No entanto, pelo tamanho da estrutura, medidas especiais foram adotadas. Na noite de sábado o estacionamento foi proibido. No domingo ocorreu a retirada dos moradores nos imóveis em um raio de 200 metros.
Numa ação conjunta com forças de segurança, o fluxo de veículos na Avenida Brasil foi bloqueado e um forte esquema de organização adotado. A Uirapuru esteve presente neste momento histórico que marcou o fim de um símbolo da cidade e transmitiu em vídeo e áudio ao vivo desde ás 07hs de domingo.
Pontualmente ás 09hs os explosivos foram acionados, porém ,diferente do que se imaginava, apenas a estrutura interna do prédio caiu, restando as células laterais de armazenagem em pé e tortas. Como resultado toda a área será isolada e guarnecida com seguranças para que o restante da estrutura seja derrubado. Todo o trabalho foi realizado pelo engenheiro de Minas, Manoel Jorge Diniz Dias, conhecido como “Manezinho da Implosão”, que tem sido responsável pela grande maioria das implosões ocorridas no Brasil desde 1987.
Após a explosão programada o engenheiro conversou com a Uirapuru e afirmou que o restante da estrutura será derrubada com máquinas e não mais explosivos. Disse que as células tem paredes finas que não permitem o uso direto da energia dos explosivos. Também há o fator de segurança das equipes e foi direto ao afirmar que o restante do imóvel cairá sem o uso de novos explosivos nos próximos dias. Reafirmou que a operação era de grau de dificuldade 8 em uma escala até 10.
Disse que a possibilidade de que a estrutura não caísse sempre foi sinalizada ao cliente contratante. Disse que a quantidade de explosivo foi a possível para a estrutura. Explicou que a estrutura foi perfurada, com picoteamento e enfraquecimento de áreas onde não se poderia explodir. Disse que o limite do resultado é relacionado até onde a segurança da equipe pode ir.
Sobre o uso de máquinas, afirmou que é um procedimento seguro pois as máquinas subirão até os pontos chaves para a derrubada em um processo chamado de fragmentação. Citou que a opinião pública espera que tudo caia de uma única vez, mas é perfeitamente normal restarem partes que precisarão ser fragmentadas. Explicou que na segunda-feira máquinas chegarão para iniciar esta nova etapa e pediu que a população não se aproxime, porém sem qualquer risco ás casas próximas.