Sicredi Integração de Estados RS/SC e MG encerra 2025 com mais de 90 mil associados e 35 agências
Mesmo diante de um ano marcado por dificuldades no agronegócio e instabilidade econômica, o Sicredi encerra 2025 com avaliação positiva, expansão da rede de atendimento e crescimento no número de associados. É o que destaca, em entrevista à Rádio Uirapuru, o presidente da Sicredi Integração de Estados RS/SC/MG, Alexandre Palma Palagio. De acordo com ele, a cooperativa avalia que conseguiu cumprir praticamente todo o planejamento previsto para 2025, mesmo diante de um cenário de desafios econômicos e dificuldades no setor agropecuário.
Atualmente, a cooperativa soma mais de 90 mil associados e conta com 35 agências em operação, distribuídas entre os estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais. São 14 agências em Santa Catarina, 12 no Rio Grande do Sul e nove em Minas Gerais. Somente em 2025, quatro novas agências foram inauguradas em território mineiro.
Palagio destacou que, para 2026, o planejamento prevê a abertura de mais duas unidades em Minas Gerais, com inaugurações previstas para março e abril, ampliando a atuação do cooperativismo nos municípios mapeados para expansão. Segundo Alexandre Palma Palagio, o ano de 2025 foi especialmente desafiador para o setor agropecuário, base histórica de atuação da cooperativa. A frustração da safra de verão, aliada aos baixos preços das commodities, impactou produtores do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, exigindo um trabalho intenso de renegociação. Conforme ressaltou, o atendimento aos associados ocorreu de forma individualizada, com análise caso a caso.
No Rio Grande do Sul, as grandes culturas sofreram perdas, enquanto em Santa Catarina até mesmo culturas tradicionais, como a cebola, enfrentaram problemas de safra e de preços. Esse cenário refletiu em toda a cadeia produtiva e exigiu esforço conjunto de diretores, conselheiros e colaboradores da cooperativa para atender e auxiliar os associados. Para 2026, a expectativa é de um ano novamente desafiador, mas com perspectiva de recuperação do agronegócio, especialmente com uma safra de verão positiva, capaz de melhorar o ambiente econômico nas regiões onde a cooperativa atua.