Setor Policial: Golpe do consórcio deixa vítimas sem economias enquanto investigadas respondem em liberdade
O repórter policial Mateus Pirolli, da Rádio Uirapuru, trouxe informações sobre um grave acidente de trânsito registrado na madrugada desta quinta-feira na rodovia que liga Almirante Tamandaré do Sul à BR-386, na localidade de Mata Cobra. A colisão frontal envolveu uma caminhonete Chevrolet S10 e uma carreta, resultando na morte do policial militar Cristian Anderson Berrá, lotado no município de Chapada.
De acordo com Pirolli, a caminhonete capotou após o impacto e foi parar em uma lavoura às margens da rodovia. O policial estava sozinho no veículo e retornava de uma confraternização. O condutor da carreta não se feriu. O atendimento do Samu confirmou o óbito ainda no local, e imagens do acidente passaram a circular pouco tempo depois do ocorrido.
O repórter também informou sobre outro acidente registrado no interior de Nonoai, na Estrada do Lobo, envolvendo dois veículos que colidiram frontalmente. Cinco pessoas ficaram feridas, entre elas servidores da Secretaria de Saúde de Entre Rios do Sul, que retornavam de consultas médicas. As vítimas seguem em avaliação médica, com registro de fraturas e ferimentos, mas sem confirmação de óbitos.
Durante o boletim policial, Mateus Pirolli atualizou a situação da Operação Consórcio, que investiga um esquema de golpes envolvendo falsas ofertas de consórcios. Segundo ele, os cinco presos da primeira fase da operação, deflagrada em 21 de outubro, estão em liberdade após decisões judiciais, incluindo a concessão de habeas corpus para Daiane Aparecida Necher e Ana Paula Mello Valls, apontadas como lideranças do grupo.
As duas investigadas deixaram o presídio mediante cumprimento de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, proibição de contato com outros investigados e impedimento de atuar no ramo de consórcios. Pirolli ressaltou que bens, contas bancárias e valores apreendidos seguem bloqueados até o fim do processo judicial.
O repórter também alertou para o aumento de golpes, especialmente no fim do ano, citando relatos de vítimas que perderam economias destinadas a tratamentos de saúde e investimentos. Ele reforçou a orientação para que todas as vítimas registrem boletim de ocorrência, destacando que somente com os registros formais é possível dimensionar o alcance do esquema e buscar eventual ressarcimento dos prejuízos.
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