Setor da agricultura cobra do novo governo atenção com a sanidade animal e fornecimento de energia elétrica no interior
A equipe de transição do governador eleito Eduardo Leite (PSDB) está realizando reuniões com representantes de cada setor para ouvir as suas demandas.
O presidente da Associação de Criadores de Suínos (ACSURS), Valdecir Luis Folador, participa da comissão temática da Agricultura e, ao vivo, na Rádio Uirapuru falou das prioridades elencadas pelo setor ao governo. Folador destacou que é importante que a Secretaria da Agricultura tenha uma estrutura voltada aos cuidados com a sanidade animal, com uma equipe qualificada para o controle e fiscalização. O Rio Grande do Sul é um grande produtor e exportador de aves, suínos e bovinos.
O presidente da Acsurs frisou que o mercado internacional é regido principalmente pela questão sanitária, desta forma, qualquer problema em uma das cadeias produtivas de carne faz com que o país perca mercados exportadores. Outra questão levantada pelo setor é em relação à melhoria do fornecimento de energia elétrica e internet no interior.
Folador contou que a nota fiscal eletrônica do produtor rural, que deve substituir o talão do produtor (modelo XV), já era para ter entrado em vigor em 2016, mas como alguns locais ainda não possuem acesso à internet, a iniciativa vem sendo adiada e tem até 2020 para entrar em funcionamento. Relatou ainda que muitas comunidades rurais têm energia elétrica, mas quando chega o final do dia, devido à carga de consumo, ela fica fraca. Ele declarou que o produtor não pode ter o seu crescimento prejudicado pela falta de energia elétrica. Por fim, as agroindústrias solicitaram ao governador eleito que invista e melhore a assistência às pequenas e médias propriedades, para que possam se instalar e se expandir.
Em relação ao segmento da suinocultura, Folador disse que a expectativa é de que o mercado volte a reagir com o desenrolar das exportações, volumes ampliados e melhores valores. Contou que 2018 foi um ano difícil para os criadores, que praticamente trabalharam sem rentabilidade. Os mais de 8 mil suinocultores do Estado enfrentaram um momento complicado com o embargo de carne suína para a Rússia, ocasionado pela proibição de um aditivo alimentar.