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Saúde

Setembro dourado chega para alertar sobre o câncer infantojuvenil

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

O câncer segue sendo um dos maiores desafios da medicina moderna.  Enquanto a ciência realizou verdadeiros feitos ao desenvolver uma vacina em tempo recorde na pandemia, o câncer ainda não tem uma cura.  No entanto, o tratamento evoluiu muito./Quando se fala em câncer é preciso destacar que ele pode acometer pessoas de qualquer idade, incluindo então as crianças e adolescentes.  Para alertar sobre a importância de diagnosticar sinais que demonstrem a presença da doença, foi criado o Setembro Dourado, mês de conscientização contra o Câncer Infantojuvenil.

Sobre este assunto a Uirapuru conversou com o Dr. Marcelo Cunha Lorenzoni – oncologista pediátrico do Centro Oncológico Infantojuvenil do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo. O Centro Oncológico Infantojuvenil, do Hospital São Vicente de Paulo, é referência para uma população de 2,5 milhões de habitantes, de 226 municípios das regiões norte e missioneira.

Nele, crianças e adolescentes recebem atendimento exclusivo de uma equipe multidisciplinar especializada em oncologia pediátrica, formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, dentistas, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogos, assistentes sociais e farmacêuticos. O médico Dr. Marcelo Cunha Lorenzoni explicou que, quando se fala em câncer infantil ou infantojuvenil, é preciso destacar que não há um fator de risco associado, como tabagismo, bebida ou até de meio ambiente.

Na criança, o mais comum são os tumores de origem embrionária, se multiplicando bastante durante o crescimento e com excessiva replicação. O médico explicou que não há, nesta faixa, algo que possa ser feito como prevenção.  No entanto, os pais devem ficar atentos aos sinais, como nódulos, febre persistente, dores, entre outros.  Isso pode ser detectado pelo pediatra, com visitas constantes de avaliação.