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Educação

Servidores estaduais realizam ato em Passo Fundo por reposição salarial e melhorias no IPE Saúde

Públicado em Por RD Uirapuru / Suélen Kommers

Servidores da educação e demais funcionários públicos do Estado realizaram na tarde desta sexta-feira (13) um ato público em Passo Fundo, com reivindicações por reposição salarial e melhorias no atendimento do IPE Saúde. A mobilização ocorreu na praça em frente ao Colégio Estadual Joaquim Fagundes dos Reis, na Avenida Brasil, no centro da cidade.

A manifestação faz parte de uma agenda de protestos regionais organizada pela Frente dos Servidores Públicos Estaduais, composta por mais de 25 sindicatos, e coordenada pelo CPERS Sindicato. O movimento cobra a reposição salarial de 12,14%, referente à revisão geral não concedida desde 2022, além de reivindicar a qualificação dos serviços do IPE Saúde, plano de assistência dos servidores estaduais.

Em entrevista à Rádio Uirapuru, a presidente estadual do CPERS, Rosane Zan, destacou que a pauta unifica diferentes categorias do funcionalismo público. Segundo ela, parte significativa dos trabalhadores, como aposentados e funcionários de escola, está há mais de 10 anos sem qualquer tipo de reajuste.

 A revisão geral está prevista na Constituição. Outros estados já concederam. Enquanto isso, o governo Eduardo Leite segue sem apresentar proposta e mantém o congelamento dos salários. Isso representa um empobrecimento contínuo da categoria, afirmou Rosane.

A sindicalista também criticou o atual modelo de atendimento do IPE Saúde. Conforme explicou, as mudanças implementadas pelo governo aumentaram os custos para os beneficiários sem que houvesse melhorias nos serviços prestados.

“Em Passo Fundo, por exemplo, faltam médicos especialistas. Os servidores pagam mais, mas recebem cada vez menos. Isso também é um desrespeito”, completou.

O ato em Passo Fundo reuniu representantes de pelo menos 10 núcleos regionais do CPERS. A mobilização seguiu de forma pacífica, com discursos realizados por meio de carro de som e participação de lideranças sindicais. O trânsito na Avenida Brasil não foi interrompido, e uma viatura da Guarda de Trânsito acompanhou a movimentação.

A agenda de mobilizações segue nos próximos dias com novos protestos em Santa Maria, no dia 24 de junho, e em Pelotas, no dia 4 de julho. A expectativa é de que o movimento culmine em um grande ato estadual em Porto Alegre, marcado para o dia 11 de julho.

“Esperamos que o governo se sensibilize. O servidor público precisa ser valorizado. Quando ele está bem, isso também se reflete positivamente na economia local, no comércio, nos serviços,” concluiu Rosane.