Servidores do INSS continuam parados e garantem: só irão manter 30% das atividades por determinação judicial
Já segue para o terceiro dia a paralisação dos servidores do INSS em vários estados brasileiros. Passo Fundo também aderiu ao movimento, que cobra novas contratações, reposição salarial e melhores condições de trabalho.
Um fato que chamou a atenção desde o início da greve é que, na cidade, o percentual mínimo de 30% de atendimento não foi mantido.
Conforme a assistente social do INSS, Carine Sabadini, a lei estipula o percentual mínimo para serviços essenciais ao público, deixando livre a decisão para o INSS.
Ela destacou que a sede do órgão, em Brasília, poderia ter se manifestado estipulando aos servidores um mínimo, mas nada foi dito até o momento. Questionada sobre a possibilidade de abrirem pelo menos o serviço de perícia, Carine Sabadini explicou que a greve tem como alvo pressionar o Governo através da paralisação dos serviços e que o efeito colateral, para o povo, infelizmente existe.
Em Passo Fundo todos os serviços estão paralisados, sendo eles: encaminhamento de aposentaria, encaminhamento de auxílio-doença, emissão de certidão de tempo de contribuição e consulta de perícias médicas agendadas.
A orientação é para que as perícias e atendimentos não realizados sejam remarcados quando a greve encerrar. Os servidores informaram que recursos que não foram recebidos, por ocasião da greve, mas que estavam com pedido protocolado, serão concedidos de forma retroativa, sem prejuízos aos segurados.