Skip to content

UiraCast

Serigne Mbaye: a jornada de um Senegalês que fez de Passo Fundo sua casa

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli

O convidado do Uiracast desta semana foi o representante da comunidade senegalesa em Passo Fundo, Serigne Abdoulahat Mbaye. Durante o programa ele falou sobre sua vinda para o Brasil, a cultura e os costumes do Senegal. O Uiracast é o podcast da Rádio Uirapuru e vai ao ar todas as segundas-feiras, às 19h, ao vivo no Canal do Youtube e Facebook da emissora.

Serigne nasceu na cidade de Diurbel, no Senegal. No país trabalhava como costureiro em fábricas da região. Ele conta que a família é bastante grande e tem muitos irmãos. Além disso, Serigne tem quatro filhos: dois no Senegal e dois no Brasil.

Ele veio para Passo Fundo em 2014 a convite de um amigo que já morava e trabalhava na cidade e relatava que era muito bom morar aqui. Quando chegou aqui, Serigne recorda que trabalhou em vários locais, como construção civil, chapeiro em uma rede de lancheria e, atualmente, ele é operador de empilhadeira e escavadeira. O estrangeiro garante que não pensa em voltar para o seu país e adotou Passo Fundo como a sua casa.

De acordo com ele, é tradição no Senegal que as pessoas vão para outros locais trabalhar, em busca de melhoria e novos ares. O senegalês conta que a principal dificuldade quando chegou em Passo Fundo foi a saudade e a distância da família e o idioma. Porém ele relata que aprendeu rapidamente o português. No Senegal são faladas duas línguas: um dialeto local e francês. O país foi colonizado pela França, por isso, é obrigatório aprender o idioma na escola.

Serigne destaca que mesmo longe de seu país, a comunidade senegalesa segue praticando sua religião, seus costumes e cultura em Passo Fundo. A maioria deles é mulçumano e faz suas orações diariamente. Além disso, festas típicas e uso de vestimentas tradicionais são organizados e mantidos mesmo a milhares de quilômetros de distância.

O clima do Senegal é um pouco diferente do Gaúcho. Como o país fica na região tropical, dificilmente são registradas baixas temperaturas, como acontece no Rio Grande do Sul no inverno. A comida é parecida também, porém no Senegal se consome muito peixe. As cidades tem semelhança também, de acordo com Serigne. No entanto, ele afirma que a vida em Passo Fundo é muito melhor e não pretende sair daqui.