Separação dos Bombeiros da Brigada Militar deve trazer mais investimentos para a corporação
Após anos de discussões, ontem, o governador Tarso Genro assinou, na terça-feira (18), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que prevê a separação do Corpo de Bombeiros da Brigada Militar (BM). O projeto tramitará em regime especial no legislativo.
Ele prevê o desmembramento a partir do dia 2 de julho de 2016. Vista como uma possível solução paramelhorar as condições de trabalho dos bombeiros, que hoje dependem do orçamento destinado à Brigada Militar, a independência é almejada há décadas no Estado.
O tenente-coronel da reserva José Carlos Riccardi Guimarães, presidente da Associação dos Oficiais da Brigada Militar (Asofbm), sediada em Porto Alegre, explicou que esta separação nada mais é do que o reflexo da pressão sofrida após a tragédia da boate Kiss e do incêndio no Mercado Público de Porto Alegre, onde ficou escancarada a falta de aparelhagem da corporação.
Ele afirmou que, uma vez independente, este novo Corpo de Bombeiros precisará de investimentos especiais, para melhorar o atendimento que há anos é deficitário. A separação dos bombeiros, que permanecem com estrutura militar (de soldado a coronel), prevê que eles tenham estatuto próprio.