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Cidade

Sentença judicial sobre processo que envolve os moradores do Edifício Gralha deve sair em até 90 dias

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

As 16 famílias que foram retiradas do Edifício Gralha em 2016, após o prédio ser interditado por apresentar problemas estruturais, ainda aguardam uma sentença da Justiça Federal sobre o processo de indenização. Nesta semana, os moradores se reuniram com o juiz federal que cuida do caso, Moacir Baggio, assessorados pela advogada Katyane Gehlen e o vereador Saul Spinelli para saber do andamento do processo, que tramita em fase final para a sentença.

Na Uirapuru, o vereador Saul relembrou que um laudo solicitado pelos próprios moradores indicou que o prédio é inabitável e precisaria ser demolido. A mesma conclusão foi dada por um segundo laudo, este por sua vez, solicitado pela Justiça. São réus no processo a Caixa Econômica Federal e a União. Saul explicou que os moradores esperam, agora, uma sentença favorável pelas indenizações às famílias.

O vereador revelou que muitos moradores vivem de favor ou de aluguel e não possuem condições de arcar com as despesas ocasionadas pelas falhas de construção no prédio que deveria ser suas respectivas moradias.

Os moradores também contestam a solicitação de uma nova avaliação do prédio por parte da Caixa Econômica Federal, já que os dois documentos anteriores já comprovam falhas estruturais e problemas na construção do Edifício Gralha. A viabilidade do novo laudo é analisada pelo judiciário, que ainda não se pronunciou sobre este assunto.

Saul acredita que uma sentença deve sair em até 90 dias e, após isso, uma audiência de conciliação será buscada entre os moradores e a Caixa Econômica Federal para que alternativas sejam buscadas para solucionar os problemas das famílias que há três anos aguardam pelas moradias.

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