Senadores gaúchos divergem sobre CPI da Covid
O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, fará, nesta terça-feira a leitura do requerimento para a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid. Após a leitura, os líderes partidários indicarão os membros que vão compor a comissão.
A instalação da comissão veio por decisão do ministro do do STF Luís Roberto Barroso, em resposta a um mandado de segurança apresentado pelos senadores Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Alessandro Vieira (Cidadania-SE).
O pedido para instalação da comissão foi protocolado em fevereiro e recebeu o apoio de 32 senadores, 5 a mais do que os 27 necessários para criação do grupo. Entre os que assinaram o pedido, estão dois senadores gaúchos: Lasier Martins (Podemos) e Paulo Paim (PT). O Senador Luiz Carlos Heinze (PP), não apoia a CPI.
A rádio Uirapuru conversou com os senadores. Luiz Carlos Heinze disse que é contra a instalação da comissão, porque esse não é o momento.
O senador também criticou o viés político com que a CPI está sendo conduzida. Segundo ele, tudo visa a eleição do próximo ano.
Também conversamos com o senador Paulo Paim, que assinou o documento pedindo a abertura da Comissão Parlamentar. Segundo ele, uma comissão tem papel de investigar e que o seu trabalho não é acusar ou condenar alguém sem que todos os fatos sejam levantados. A Uirapuru também conversou com o senador.
Paim também concorda que a CPI é um ato político para pressionar os governantes a se dedicarem, no caso da pandemia, a resolver os problemas da sociedade.
O Senador Lasier Martins (Podemos), semanifestou a respeito da CPI através das redes sociais, no fim da tarde de ontem. Além de ter assinado o pedido de CPI para investigar os atos do governo federal na pandemia, também é favorável que se instalem outras CPIs para investigar prefeitos e governadores.

De acordo com o requerimento do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a comissão terá 90 dias para seu funcionamento e será constituída por 11 membros titulares e 7 suplentes. Além disso, o texto prevê limite de despesa em R$ 90 mil. O objetivo, segundo o autor, é apurar as ações do governo federal no enfrentamento da pandemia de covid-19, em especial àquelas relacionadas à crise sanitária no Amazonas quando o estado passou por um colapso na rede de saúde com falta de insumos e oxigênio para os pacientes internados.