Skip to content

Política

Senador Lasier Martins pressiona presidente do Senado, Davi Alcolumbre, pela CPI da Lava Toga

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Lasier Martins quer proibir a indicação de parentes para suplência no senado a imagem mostra o senador Lasier Martins
Lasier Martins quer proibir a indicação de parentes para suplência no senado

Da tribuna, Lasier Martins (Podemos-RS) clamou esta tarde (3) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para que ele “obedeça a Constituição e instale a CPI da Toga”. O parlamentar gaúcho lamentou a continuidade de um “sério impasse” na Casa, quando senadores tentam pela terceira vez criar Comissão Parlamentar de Inquérito dedicada a apurar irregularidades cometidas por membros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Na última quinta-feira (29), o passo-fundense e senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) informou que já havia obtido 27 assinaturas de colegas, em apoio a novo pedido de uma CPI da Toga. “Receio que estejamos, de novo, lidando com absurdas resistências para levar adiante um clamor das ruas”, discursou Lasier. Para ele, nunca é demais relembrar que é “exclusiva e constitucional obrigação do Senado processar e julgar ministros do STF”.

Lasier sublinhou que, ao longo deste ano, “novos e gravíssimos fatos foram agregados ao conjunto de abusos cometidos por membros do Supremo”, com destaque para o inquérito aberto ilegalmente para perseguir de forma autoritária críticos do presidente do STF, Dias Toffoli, e para outra decisão monocrática voltada, desta vez, para tolher investigações em curso na Receita Federal contra membros da Corte.

O senador também cobrou de Alcolumbre a análise dos muitos pedidos de impeachment contra ministros do STF, que também dependem da decisão monocrática do presidente do Senado. “Não é mais possível nos mantermos silentes diante da crise gerada pela absoluta falta de isenção de alguns dos mais relevantes magistrados do país”, observou.

Ele ainda ressaltou que estão sob questionamento membros do Supremo e não a instituição. “Até mesmo para preservá-la, em nome do equilíbrio republicano, é que temos de agir agora e punir os comportamentos e a inaptidão de seus ministros”, finalizou.