Semente pirata: economia que não compensa e coloca em risco a lavoura
Conforme estimativas divulgadas pela Emater/RS, o Rio Grande do Sul pode ter um novo recorde de produção de soja na safra 2019/2020. A área plantada chegaria a 5,9 milhões de hectares de soja, o que representa a maior da história. Esta projeção de produtividade enche de esperança a economia do Rio Grande do Sul, que tem na soja uma grande fonte de renda não somente no agronegócio, mas em muitos outros setores.
Neste momento em que a maioria dos agricultores planeja e adquire os insumos com o pensamento voltado na próxima safra de soja, um dos principais fatores que deve ser levado em consideração é a semente que será utilizada.
Durante o programa Cotações e Mercado na Uirapuru, o engenheiro agrônomo Lamar Saks, citou que o sucesso de uma lavoura depende de muitos itens, mas que 50% depende de uma boa semente.
O consultor da HS Sementes, Mario Klein, alertou para o alto índice de uso de sementes piratas nas lavouras, que em algumas regiões chega a 40%. Muitas vezes a economia que o agricultor faz ao adquirir uma semente sem certificação resulta em frustração no momento da colheita.
A baixa produtividade e o risco de doença os principais riscos. Além de fazer o manejo correto da lavoura e cuidar do solo, o uso de uma boa semente é determinante para se atingir a produtividade desejada.