Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência alerta sobre riscos e medidas preventivas
Entre os dias 1 e 8 de fevereiro, ocorre a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, uma campanha voltada para conscientização e educação, com o objetivo de reduzir os índices de gestação precoce. A gravidez na adolescência é considerada um grave problema social e sanitário, exigindo atenção e políticas públicas eficazes.
Riscos da gravidez na adolescência
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a gestação na adolescência ocorre entre os 10 e 20 anos de idade, sendo a faixa etária de 10 a 15 anos a mais vulnerável. Alguns dos fatores que aumentam os riscos incluem:
- Idade inferior a 16 anos;
- Uso de álcool ou drogas;
- Abuso sexual;
- Dificuldades de acesso ao pré-natal;
- Doenças crônicas;
- Falta de apoio familiar.
Os sintomas da gravidez na adolescência são semelhantes aos de uma gestação adulta, como enjoos, tontura, vômitos, mamas inchadas e sensíveis e atraso menstrual.
Medidas de prevenção
A principal ferramenta para reduzir a incidência da gravidez na adolescência é a educação. Algumas estratégias incluem:
- Capacitação de profissionais de saúde para o atendimento a adolescentes;
- Disponibilização de métodos contraceptivos gratuitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS);
- Promoção de campanhas informativas em escolas e comunidades.
A assistente social Elenir Chapuis, secretária de Cidadania e Assistência Social de Passo Fundo, destaca que o trabalho da assistência social tem um forte caráter preventivo. “Nosso trabalho envolve o atendimento às famílias e o acompanhamento de adolescentes, promovendo a participação em serviços de convivência e fortalecimento de vínculos, além de grupos de orientação”, explica.
Além disso, a Secretaria de Saúde atua com acompanhamento especializado, como no Centro de Referência ao Atendimento à Mulher. A rede de proteção inclui serviços como CRAS (Centro de Referência da Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado da Assistência Social) e a alta complexidade para casos de maior vulnerabilidade.
“Os adolescentes estão inseridos no contexto familiar, e por isso o número de gestações nessa faixa etária não é tão expressivo. Porém, trabalhamos também em situações de risco, como abuso contra crianças e adolescentes e casos de violência doméstica”, complementa Elenir.
Os adolescentes e famílias que necessitam de atendimento podem procurar os serviços da assistência social e das unidades de saúde. Todos os casos são avaliados por assistentes sociais e psicólogos, garantindo o encaminhamento mais adequado para cada situação.
A Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência reforça a importância da informação, do diálogo e do suporte às famílias para evitar gestações precoces e suas consequências sociais e de saúde.