Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea: falta de conhecimento impede que mais doadores realizem o ato
Iniciou-se no último sábado (14) e segue até o próximo dia 21 de dezembro a Semana de Mobilização Nacional para Doação de Medula Óssea, instituída por uma lei criada em 2009. A campanha é fundamental para conscientizar a população sobre a doação e o transplante de medula óssea. Este tratamento é indicado para doenças relacionadas à fabricação de células do sangue e para deficiências no sistema imunológico.
Os principais beneficiados com o transplante são pacientes com leucemia originada nas células da medula óssea, linfomas, doenças do sistema imune em geral, dos gânglios e do baço, além de anemias graves. Outras doenças, menos frequentes, também podem ser tratadas com transplante de medula, como mielodisplasias, doenças do metabolismo, doenças autoimunes e vários tipos de tumores.
Para que o transplante de medula seja realizado, é necessário haver total compatibilidade entre doador e receptor. Caso contrário, a medula será rejeitada.
Uma das entidades que auxilia pessoas com essas doenças e que necessitam de transplante de medula óssea é o Instituto Pietro, presidido pelo ex-deputado federal Beto Albuquerque. O instituto foi nomeado em homenagem a Pietro Albuquerque, filho do ex-parlamentar, que faleceu em 2009, vítima de leucemia mieloide aguda.
Em entrevista à Rádio Uirapuru, Beto Albuquerque compartilhou sua trajetória à frente dessa luta, enfatizando o incentivo às pessoas para se tornarem doadoras de medula. Segundo Albuquerque, o primeiro passo é se cadastrar no hemocentro de sua cidade, como o Hemopasso, para entrar no registro de doadores e, em seguida, realizar as avaliações necessárias.
Ele explica que muitas pessoas ainda desconhecem o que é a medula óssea, confundindo-a com a medula espinhal. Esse equívoco gera medo no momento da doação. Albuquerque salienta que a medula óssea é, na verdade, um tipo de sangue que pode ser doado a quem precisa.
Outro ponto destacado por Beto é que não há registros, em toda a história da doação de medula óssea, de doadores que tenham enfrentado complicações. Ele afirma que a única consequência dessa doação é a alegria de poder ajudar quem necessita do procedimento para salvar a vida.