Sem Segredo: Vida saudável e mente ativa podem evitar qualquer tipo de demência
Cerca de 2 milhões de brasileiros sofrem algum tipo de demência, sendo que o Alzheimer é a mais comum e representa até 40% deste total. Os fatores de risco são vários, desde as questões genéticas até as que podemos evitar tendo uma vida mais saudável, com atividade física regular, boa alimentação, não fumar e nem beber e manter relações sociais seja com a família ou com amigos. Mente ativa não significa só trabalhar, mas também fazer o que se tem prazer de fazer.
O Programa Sem Segredo de sábado trouxe estas e outras informações para os ouvintes sobre a doença que mais afeta a longevidade. A Médica geriatra Luciana Stobbe disse que infelizmente não há medicações para curar todos os tipos de demência, mas fármacos que são usados para tornar a vida do paciente melhor. Diante da expectativa de vida ampliada, as pesquisas indicam que as chances de uma pessoa chegar aos 80 anos com algum tipo de demência é de 40%, um índice significativo. Também explicou que o Alzheimer não começa apenas com o esquecimento. Existem outros indicativos, como ela explica:
A diretora e coordenadora da fonoaudiologia do Instituto Umani, Andréia Puhl, explica que o que caracteriza a demência é o local do cérebro acometido: se a região frontal esquerda é acometida, podemos ter demência que altera o comportamento. Se a região é à esquerda, mais abaixo podemos ter as afasias progressivas primárias, onde a pessoa começa com dificuldade de falar. Ela sabe o que quer dizer, mas não consegue dizer o que é. Segundo ela, o diagnóstico precoce ajuda muito a protelar os efeitos mais graves da demência, que é feito por uma equipe multiprofissional. A profissional, dá dicas de como diferenciar os tipos de demência:
De Portugal, o neuropsicólogo Hercílio Barbosa da Silva Júnior disse que a família adoece muito quando há o diagnóstico de demência em um dos familiares. A reação é sempre agressiva, porque as pessoas não estão preparadas, não sabem como lidar e duvidam da pessoa que está doente. Ele sugere duas alternativas para lidar com a doença: a primeira é ter paciência e incentivar as lembranças fazendo o paciente pensar; e a segunda é criar um memorial dentro da casa para facilitar a vida dele de forma funcional. No entanto, a família precisa de ajuda porque o cuidado com pacientes com demência costuma ser longo: