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Polêmica

Sem Segredo: para ouvintes, honestidade vem de berço e se reflete na sociedade

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Miotto

Na semana passada chamou a atenção de todo o Estado a atitude de um reciclador de Novo Hamburgo, na região metropolitana, que encontrou R$ 4 mil no aterro sanitário da cidade, onde ele trabalha. Wesley Zaqueu Soares, 20 anos e seus colegas de trabalho, encontraram a sacola com o dinheiro que foi jogado fora por engano. Durante quase um dia Wesley procurou pelo proprietário do valor, que é um empresário da cidade que utilizaria o dinheiro para pagar as contas do mês.

O dono do dinheiro já havia desistido de encontrar a sacola com os R$ 4 mil e foi surpreendido com a atitude do jovem reciclador que procurou ele para devolver a quantia. A atitude honesta do trabalhador trouxe a reflexão sobre como a sociedade em geral reage quando encontra dinheiro que não é seu. O programa Sem Segredo do último sábado discutiu o tema e perguntou: se você achasse dinheiro , procuraria o dono?  Na sua opinião, a maioria das pessoas agiria assim?  Participaram do programa o teólogo Gilmar Joel Fuga JR, e o Filósofo Enilson Silva Gonçalves.  A apresentação do programa foi de Luciano Azevedo.

 

Os ouvintes foram unânimes em avaliar que é dever de todos entregar aquilo que não é seu.  Citaram valores cristãos, ligados à justiça, como principal fator.  Para os ouvintes é preciso colocar em prática aquilo que se prega cobrando dos políticos quando se fala em honestidade e ajudar quem perdeu algo, ainda mais em um momento tão difícil como o de agora.  Por último, destacaram que a educação, passada em casa, é algo que faz toda a diferença na hora de moldar adultos corretos.

 

O teólogo Gilmar Joel Fuga JR. reafirmou a opinião dos ouvintes e frisou que de fato a honestidade vem de berço. Conforme o teólogo, a religião historicamente prega a honestidade por meio dos inúmeros ensinamentos. Há um valor ligado a honestidade.  Todo ser humano nasce com essa virtude.  Cabe a ela, no decorrer da vida, manter ou não a honestidade.  Há fatores externos que podem influenciar a perda da honestidade, mas ser honesto é trilhar a verdade, sem esperar uma retribuição em troca por simplesmente ser honesto.

 

O Filósofo Enilson Silva Gonçalves destacou, no caso do catador que devolveu o dinheiro e se colocou no lugar de quem perdeu, nos traz uma forte reflexão sobre a importância de ser correto. Isso é empatia com o próximo e demonstra uma capacidade humana extraordinária.  Frisou que, em geral as pessoas são honestas e possuem um alto valor para aquilo que é correto, de caráter.  São valores que, vem sim de família, quando criança, mas que depois vão para a sociedade através destas ações do cotidiano.