Sem Segredo: para ouvintes, emergências lotam porque é difícil identificar casos urgentes ou não
As emergências dos hospitais de Passo Fundo recentemente limitaram o atendimento. O Hospital São Vicente de Paulo em razão da superlotação e o Hospital de Clínicas por causa da obra de ampliação do espaço físico. A orientação à população é que procure o setor da emergência somente em casos de nível hospitalar e de urgência, como em situações de risco de vida. Desta forma, pacientes com dores de ouvido, nas costas ou garganta, por exemplo, devem se dirigir à unidade básica de saúde mais próxima da sua residência.
No programa Sem Segredo, apresentado sábado (25) pela jornalista Zulmara Colussi na Uirapuru, a maioria dos ouvintes declarou que não costuma procurar a emergência hospitalar para resolver qualquer problema de saúde. Porém, também afirmaram que muitas pessoas não sabem identificar quando os casos são de urgência/emergência, por isso procuram essas áreas hospitalares, mesmo que tenham que esperar horas para o atendimento.
A vice-diretora técnica do Hospital São Vicente de Paulo, Cristine Pilatti, acredita que os motivos do alto número de pacientes procurando áreas de emergência e urgência são multifatoriais, pois o município vive um momento diferente, com duas instituições em obras. Além disso, ela declarou que houve um aumento de acidentes e o clima esfriou, causando também doenças respiratórias, responsáveis por mais de 20% dos atendimentos neste mês. Cristine contou que, de todas as pessoas que procuram emergência em Passo Fundo, apenas 20% interna, sendo que o restante é liberado. A diretora ressaltou que, como a população não tem como distinguir caso grave de não grave, houve um compromisso de todas as instituições de saúde de Passo Fundo para que eles continuem realizando triagens durante as 24h do dia.
A secretária municipal de Saúde, Carla Gonçalves ressaltou que o município vem trabalhando com um grande número de novos profissionais que estão em processo de formação para qualificar o atendimento. Revelou que atualmente cerca de 50% dos passo-fundenses usa o Sistema Único de Saúde (SUS). Disse saber que ainda existe no município uma cultura de qualquer problema ser repassado para especialistas, mas que muitos casos podem ser resolvidos nas unidades básicas sem precisar ser encaminhado a urgência/emergência.
Conforme a Secretaria, as equipes já estão se organizando para atender a demanda e a ideia é garantir o acesso à saúde para as pessoas que tiverem problemas de menor complexidade. Carla Gonçalves enfatizou a importância do Pronto Atendimento do Hospital Municipal César Santos e disse que está em estudo a ampliação do horário em algumas unidades de saúde.