Sem Segredo: para maioria dos ouvintes não há exageros no combate a corrupção no Brasil
Nesta semana, o caso do reitor afastado da Universidade de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier de Olivo, que cometeu suicídio em um shopping de Florianópolis, reacendeu o debate sobre a forma como são feitas as prisões no país.
Após a sua morte, muitos criticaram a prática do Ministério Público Federal e da Polícia Federal de pedir a prisão de suspeitos com base em indícios de crimes.
Mas o que é necessário e o que é exagero no combate a corrupção? Esse foi o tema do programa Sem Segredo do último sábado. Participaram do debate os advogados Alcindo Roque e Flávio Algarve.
Para muitos ouvintes a justiça está sendo feita e não há exageros, justificando que quando se trata de crimes é preciso punições, independentemente se trata-se de autoridades e políticos. Também muitos questionaram que muitos julgam os crimes de corrupção, mas cometem pequenos atos corruptivos no seu dia-a-dia.
O advogado Alcindo Roque destacou que nunca se puniu tanto corruptos e corruptores como hoje no Brasil, mostrando que ninguém está acima da lei.Explicou que em alguns casos há um exagero na aplicação de medidas cautelares, devido simples alegações, havendo um abuso de autoridade.
Ressaltou que o motivo na demora dos julgamentos não são as leis, mas a estrutura precária disponível para apurar os delitos.
O advogado Flávio Algarve destacou que devido o clamor social, as pessoas acabam julgando sem ter conhecimento da causa.Ressaltou que a corrupção deve ser combatida, mas existem meios legais para isso.
Ainda, salientou que muitas vezes prende-se primeiro para depois investigar, analisar as provas e decidir, destacando que ninguém pode ser considerado culpado sem o julgamento chegar ao fim.