Sem Segredo: para maioria dos ouvintes internação compulsória é necessária para viciados em crack
Nessas duas últimas semanas, uma das ações da Prefeitura de São Paulo para acabar com a Cracolândia, foi a internação compulsória de pessoas que sofrem com o vício do crack.
Mas será essa a solução? Esse foi o tema do programa Sem Segredo do último sábado. Participaram do debate o vereador Saul Spinelli e a secretária-adjunta da Saúde, Eliana Bortolon.
A maioria dos ouvintes defende a internação compulsória, destacando que o dependente não irá buscar ajuda sozinho.
Ainda, vários ouvintes participaram dando seus depoimentos como ex-usuários, citando que somente através da internação conseguiram dar fim ao vício. Também pais de dependentes químicos relataram as dificuldades de manter seus filhos internados.
A secretária-adjunta da Saúde, Eliana Bortolon, destacou que em Passo Fundo são realizadas quatro internações compulsórias por dia, uma média de 80 por mês, na maioria das vezes solicitada pela família.Para ela é preciso entender os motivos que levaram o usuário a dependência, para combater com eficácia o problema.
Para o vereador Saul Spinelli, Passo Fundo tem estrutura para atender os usuários, mas falta efetividade, ir até o dependente químico, para não haver a necessidade de internar compulsoriamente. Citou, como alternativa, o ambulatório de rua que vai até o usuário nas vias públicas, nas praças, com psiquiatras e assistentes sociais para convencê-lo a receber ajuda.
Para ele também é preciso pensar depois do tratamento, destacando a importância do papel da família, dando suporte para não acontecer uma recaída.