Skip to content

Geral

Sem Segredo: ouvintes se dividem sobre dar ou não esmolas

Públicado em Por RD Uirapuru / Mateus Pirolli
Sem Segredo: ouvintes se dividem sobre dar ou não esmolas
Sem Segredo: ouvintes se dividem sobre dar ou não esmolas

O número de pessoas em situação de rua aumentou nos últimos meses e, por consequência os pedidos de esmolas também. A cena infelizmente é comum em todo o país. E em Passo Fundo não é diferente. É possível encontrar diversas pessoas das mais diferentes idades pedindo dinheiro ou alimento também nas paradas de ônibus. Mas o ato de dar esmola divide opiniões. Por isso, o Sem Segredo do último sábado (18) abordou o tema e perguntou: Dar esmolas ajuda ou existe outras formas de contribuir?

Conforme o Secretário de Cidadania e Assistência Social, Saul Spinelli, na semana passada a Prefeitura lançou uma campanha, realizada por meio do Programa Cuidando da Gente, pretende conscientizar a população sobre a maneira adequada de ajudar pessoas em situação de rua. A partir de ações que contam com a distribuição de materiais informativos, a Secretaria de Cidadania e Assistência Social (SEMCAS) aborda o acolhimento institucional como a alternativa para a superação da condição de rua.

De acordo com Spinelli, a melhor forma de a comunidade ajudar quem está em situação de rua é orientando sobre a rede de acolhimento do município. A esmola financia o álcool e a droga de muitas pessoas. Quando se trata de criança, a situação é muito pior, porque se configura um crime, previsto no Código Penal. Conforme o secretário, Passo Fundo tem gestão plena da Assistência Social, oferecendo diversos serviços para a população em situação de vulnerabilidade.

O secretário é contra dar esmolas para quem pede nas ruas. Segundo ele, existe uma “máfia da esmola em Passo Fundo”, onde foi verificado pessoas aposentadas, com salário ou ganhando algum tipo de benefício e mesmo assim pedindo dinheiro na rua. Além disso, Spinelli contou que quando é ofertado emprego para essas pessoas, elas não querem, pois na rua estão usando drogas e consumindo bebidas.

Os ouvintes tiveram opiniões divididas sobre dar ou não esmolas. Uma das ouvintes disse que tem pena de ver crianças na rua pedindo dinheiro, mas que ela não dá porque não sabe pra que será usado de fato. Outra ouvinte relatou que a desigualdade social é muito grande e acha que as rendas deveriam ser melhores distribuídas, por isso acaba ajudando quando pode.

De acordo com a professora do curso de Assistência Social da UPF, Clenir Moretto, dar esmola é algo muito complexo. As vezes as pessoas não estão nem pedindo dinheiro, mas sim um alimento ou um agasalho. A professora ressalta que existe uma orientação da Política Públicas de que não é bom dar esmola, pois acaba mantendo a pessoa na rua. No entanto, para Clenir, isso só vale quando as políticas públicas funcionam de fato e para todos. Conforme a professora, existem inúmeras situações e cada pessoa que está na rua tem diversos motivos para isso, assim é preciso olhar com humanidade para cada caso.