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Polêmica

Sem Segredo: ouvintes relatam que tratam bichos de estimação como se fossem da família

Públicado em Por RD Uirapuru / Zulmara Colussi

A maioria dos ouvintes que participou do Programa Sem Segredo, deste sábado, disse que trata animais de estimação, especialmente cachorros e gatos, como filhos. Muitos disseram que conviver com Pets traz alegria, companheirismo e até cura de males como a depressão.

O doutor em psicologia, professor da Imed, Vinicius Ferreira comentou que a relação humano e animais de estimação é necessária na medida em que desenvolvemos sentimentos bons como o de cuidado com o outro, mesmo que seja de outra espécie e que as novas configurações familiares permitem que os animais se integrem como parte da família. Mas, chamou a atenção para o fato de que pets não podem ser considerados como filhos humanos, pois tem um outro ciclo de vida, que não é o mesmo do homem e isso preciso ficar claro nesta relação:

A coordenadora do Curso de Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, Laura Beatriz Rodrigues, destaca a necessidade de os tutores observarem o comportamente inerente aos animais de estimação e permitirem que eles não sejam expostos a situações que os tirem do seu ambiente natural. No caso de cães, por exemplo, a raça Pastor Alemão é de pastoreio e precisa de espaço. Não pode ser confinado a locais pequenos. Outros animais como lagartos, coelhos, porquinhos da índia e até cobra, tem características próprias e não podem, por exemplo, receber carinho como se fossem cães ou gatos.

A médica veteriária chamou a atenção para o risco da transmissão de doenças, quando os Pets não são bem cuidados e dá algumas recomendações: manter o pet com vacinas atualizadas e levar sempre a um veterinário quando necessário, desvermifugar o pet e manter distância especialmente da boca do animal. Da mesma forma que os animais de estimação podem transmitir doenças aos humanos, o contrário também é verdadeiro.

O Brasil não tem uma legislação específica para resolver litígios envolvendo animais de estimação. No entanto, várias decisões em tribunais estaduais e no Superior Tribunal de Justiça formam jurisprudência para casos de separação de casais, por exemplo. A advogada  Giana Sartori, especialista em direito da família, professora e pesquisadora da URI de Erechim, tratou deste tema no programa. Segundo ela, o bicho de estimação ainda é considerado pela legislação brasileira, como coisa. No entanto, as últimas decisões do Judiciário interpretam que os PETs são seres que tem sentimentos e, por isso, devem ser tratados. A Justiça entende, que pela evolução da sociedade, hoje várias configurações familiares devem ser consideradas, incluindo a Família Multiespécie que é formada de pessoas e animais.