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Cidade

Sem Segredo: ouvintes pedem lugar específico para os vendedores ambulantes

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
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Neste mês, a Comissão de Cultura, Cidadania e Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Passo Fundo voltou a discutir a possibilidade da criação de um espaço destinado aos imigrantes para o comércio. O objetivo é solucionar um antigo problema no município.

 

De um lado os comerciantes que reclamam da venda de produtos sem nota fiscal na porta de suas lojas. De outro, os senegaleses que têm na venda dos seus produtos a garantia de renda para a sua sobrevivência e da sua família. Este foi o tema do programa Sem Segredo do último sábado (15).

 

Participaram do programa o presidente da Comissão de Cultura, Cidadania e Direitos Humanos, o vereador Fernando Rigon, e o coordenador de Fiscalização e Licenciamento da Prefeitura, Jorge Pires. A maioria dos ouvintes defende um espaço específico para os vendedores ambulantes, tanto senegaleses quanto artesãos. Mas acreditam que a venda deve ser regularizada para não prejudicar os demais empresários.

 

O agente fiscal Jorge Pires destacou que o número de vendedores aumentou devido as demissões na crise, sendo que 90% deles não são de Passo Fundo. Citou que na área da alimentação o mercado já está saturado, são recebidos uma média de 50 a 60 pedidos por mês para abertura de estabelecimentos em via pública.

 

Muitos não esperam o pedido ser aprovado, sendo apenas 32 regularizados. Jorge Pires relatou que o grande problema é que muitos são fiscalizados e multados, mas logo voltam a vender, novamente, sem a regularização.

 

O vereador Fernando Rigon defendeu que a legislação deve ser cumprida, destacando que os imigrantes precisam respeitar as leis nacionais. Destacou que grande parte da população compra produtos dos vendedores ambulantes, alimentando o comércio ilegal. O vereador disse que o tema shopping popular é pauta das reuniões da comissão e a possibilidade está sendo discutida. Pediu que a população participe das reuniões, manifestando a sua opinião e pressionando os vereadores.