Sem Segredo: ouvintes dizem que pais devem apoiar filhos na correção do erro e não em minimizá-los
Um vídeo em que um pai, revoltado, discutiu com o filho enquanto ele estava no chão baleado, viralizou nas redes sociais na última semana. O jovem de 18 anos havia assaltado um veículo na cidade de Guarujá em São Paulo. Na ação, o jovem foi baleado e preso por policiais. O pai extremamente revoltado com a atitude do filho o xingou e teve que ser contido por um Policial Militar. No vídeo o pai disse que sustentava o rapaz e que ele não precisava ter roubado pois ganhava tudo da mãe e do pai. Disse também que se o filho voltasse a andar com pessoas erradas ele entregaria o filho para a polícia. A atitude do pai chama atenção e coloca vários temas em voga. Muitos pais ficam do lado do filho, independente das atitudes. Por isso o Sem Segredo deste sábado (12) perguntou: se seu filho fosse preso após cometer assalto você ficaria do lado da polícia?Participaram do programa o advogado e professor universitário, Vinícius Toazza e a psicóloga Michele Minozzo Sathes. A comunidade também participou dando sua opinião ao vivo pelo telefone.
O programa foi apresentado por Luciano Azevedo. O advogado e professor Vinícius Toazza disse que o contexto do caso de São Paulo deve ser analisado e não tomado como exemplo do que se pensa a nível nacional. Para ele o mundo das drogas está por trás do roubo cometido pelo jovem e repreendido pelo pai. Conforme ele ao repreender o filho não quer dizer que o pai ficou simplesmente ao lado da polícia, mas sim que ele se indignou com o filho receber tudo em casa, mas ter procurado o caminho do crime para sustentar vício ou também o circulo de amizades fora da lei.
A Psicóloga Michele disse que os conflitos registrados agora envolvendo o que os pais ensinam e o que os filhos fazem não é algo recente. Isso atinge as famílias há muito tempo e se tornou um verdadeiro desafio que precisa ser avaliado de perto. Destacou que os filhos precisam ser preparados para assumir responsabilidades, baseados em bons exemplos em casa. Deixar o filho assumir sua responsabilidade, diante da lei, não é abandonar o filho, pontuo.
Os ouvintes se dividiram, mas destacaram que o ensinamento vem de casa através do convívio com os pais. Exemplos bons e ruins são dados e seguidos primeiro dentro de casa. Muitas vezes mesmo com bons exemplos há erros dos filhos. No entanto, para os ouvintes, é papel dos pais corrigirem os erros dos filhos. O apoio deve existir, mas não minimizando erros ou crimes dos filhos. O apoio deve existir estendendo a mão para o filho que caiu se levantar e seguir no caminho correto, opinaram os ouvintes.