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País

Sem Segredo: ouvintes acreditam que para fazer justiça no caso Henry a pena para autores deve ser máxima

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru
Sem Segredo pergunta: em casos como o do menino Henry, morto aos 4 anos, como fazer a justiça chegar rapidamente?
Sem Segredo pergunta: em casos como o do menino Henry, morto aos 4 anos, como fazer a justiça chegar rapidamente?

A morte do menino Henry Borel chocou o Brasil. A polícia tem convicção de que o vereador carioca Dr. Jairinho (Solidariedade), padrasto da criança, agrediu o menino mais de uma vez e, por fim, matou a criança de apenas 4 anos com as agressões. Um novo laudo do Instituto Médico Legal mostrou que o menino sofreu lesões no rosto provocadas por unhas. Os advogados do pai do menino dizem que o vereador Jairinho usava técnicas de tortura que não deixavam rastros das agressões.

A sequência dos fatos causa indignação da população que se sensibiliza com a morte de Henry e pede justiça. Nesse sentido, o Sem Segredo do último sábado (24) perguntou: em casos como o do menino Henry, morto aos 4 anos, como fazer a justiça chegar rapidamente?

Muitos ouvintes participaram do programa através do WhatsApp dizendo que a justiça só será feita nesse caso se os autores do crime sejam punidos com a pena máxima prevista no código penal brasileiro. Se manifestaram dizendo que todos que sabiam das agressões e que eram coniventes com isso sejam julgados e punidos.

O secretário da Secretaria de Cidadania e Assistência Social (Semcas) Saul Spinelli, participou do programa e destacou que o caso é barbado e há falhas sérias, pois ninguém denunciou. Ele ressalta que o próprio pai poderia ter visto que a criança não andava bem. Poderiam ter provocado o conselho tutelar e até mesmo a polícia, mas nada fizeram.

O secretário relata que a escola é um dos principais lugares onde percebe-se a mudança da criança, como por exemplo a falta de atenção, baixo rendimento e agressividade. Grande parte das denúncias de maus tratos e abuso de crianças é feita pelas escolas.

Ouça a entrevista com o secretário da Semcas, Saul Spinelli:

O psiquiatra Dr. Érico Hecktheuer relembrou alguns casos de tortura e assassinato de crianças que chocaram o Brasil. Para o psiquiatra o que mais choca é a submissão da mãe nessa situação, e o poder que ela deu ao namorado de maltratar o filho. Ele avalia que na história todos foram coniventes, mãe baba e avó. Fazer justiça a esse tipo de situação é denunciar antes que o pior aconteça, ainda mais quando há indícios de agressão.

Ouça a entrevista com o psiquiatra Dr. Érico Hecktheuer: 

O mestre em ciências criminais, advogado criminalista, Luiz Fernando Pereira Neto, explicou que se tratando de um crime como esse, considerado hediondo, não há como precisar em quanto tempo será julgado. Pode ser que demore mais de 3 anos para ser julgado. Tudo depende da tramitação. Neto explica que o processo não demora pela quantidade de recursos, mas o tempo que demora para ser processado. Ou seja, são muitos processos para poucos juízes.

Crimes considerados hediondos são avaliados pelo tribunal de júri, com pena de até 30 anos. É preciso, no entanto, ter certeza inequívoca sobre a autoria do crime. Pois, mesmo que essas pessoas tenham cometido esse crime bárbaro, pela constituição, elas tem direito a defesa dentro do processo.

Ouça a entrevista com o advogado criminalista, Luiz Fernando Pereira Neto: