Sem Segredo: ouvintes acreditam que na internet as pessoas falam o que pessoalmente não teriam coragem de falar
As redes sociais mudaram o modo como vivemos nossas vidas. Grande parte da população passa horas nas redes sociais. Elas facilitaram o diálogo entre as pessoas, porém algumas ultrapassam o limite de civilidade e respeito ao próximo. Pensando nisso, o Sem Segredo do último sábado (20) abordou o assunto. Participam do programa o consultor digital, Alexandre Mattos e o sociólogo, Paulo Carbonari.
Muitos ouvintes participaram do programa. Para eles as pessoas estão saturadas e arrumam uma forma de descarregar as tristezas e frustrações na internet. As pessoas ficam muito corajosas atrás das telas e acabam expressando coisas que tem vontade de fazer e não tem coragem. Elas falam o que pessoalmente não teriam coragem de falar.
Ouça o posicionamento dos ouvintes:
O consultor digital, Alexandre Mattos, explica que o ser humano não está acostumado a lidar com emoções na internet. De acordo com o consultor digital, as pessoas se sentem muito à vontade para exagerar no sentimos de uma forma que não fariam no mundo real.
O fato do usuário estar protegido pela tela do computador, acaba transformando a relação em uma relação artificial. Mattos explica que tudo isso faz parte de uma questão emocional e não racional. As pessoas mudam na internet, viram um personagem, diferente do real ou similar.
Ouça a entrevista com o consultor digital, Alexandre Mattos:
Para o sociólogo, Paulo Carbonari, a dinâmica da rede social passa a impressão ao usuário que aquele espaço não tem limite. A chamada terra sem lei. Muitas pessoas cometem um ato desrespeito pois elas acreditam que não irão ser alcançadas pela responsabilização.
As redes sociais trouxeram um espaço de comunicação onde as pessoas podem se manifestar, mas a manifestação nesse espaço precisa ter um limite fundamental, que é o respeito a dignidade das pessoas. Carbonari destaca que as pessoas não podem usar como desculpa a liberdade de expressão para atacar e desqualificar outra pessoa, pois estarão agredido um princípio maior que é a dignidade.
Ouça a entrevista com o sociólogo, Paulo Carbonari: