Skip to content

Geral

Sem Segredo: ouvintes acreditam que é preciso ajudar o outro em vez de criticar

Públicado em Por RD Uirapuru / Redação Uirapuru

O hábito de falar dos outros está enraizado na sociedade atual e, muitas vezes, as pessoas não se dão conta do quanto ele pode prejudicar a vida de todos: daquele que critica, daquele que é criticado e até daquele que ouve passivamente a crítica.

 

Este foi o tema do programa Sem Segredo do último sábado. Participaram do debate o psiquiatra Jorge Salton e a coach pessoal Alessandra Smaniotto.

 

Muitos ouvintes acreditam que é da natureza humana falar do outro, que as pessoas têm essa necessidade. Sugerem que em vez de criticar é preciso entender realidade do outro e ajudá-lo a superar suas dificuldades.

 

O psiquiatra Jorge Salton salientou que quando os comentários são empáticos, se tornam positivos, pois as pessoas se identificam e se aproximam, evoluindo psicologicamente. Mas, destacou que o problema é quando são negativos, se tornando fofocas. Nesses casos, é preciso entender os motivos os quais levam a pessoa a falar mal do outro.

 

Destacou que na maioria das vezes está relacionado a baixa autoestima, frustrações, inveja e preconceitos. Essas pessoas têm um sofrimento que precisa ser tratado, para não prejudicar o outro, pois se a pessoa está bem, não tem a necessidade de falar mal de alguém.

 

A coach pessoal, Alessandra Smaniotto falou sobre os malefícios do hábito no ambiente profissional. Explicou que muita fofoca reduz a produtividade, os funcionários ficam incomodados e cria conflitos dentro da empresa.

 

Explicou que na maioria das vezes o fofoqueiro é aquele que ouve muito as pessoas, tem perfil conselheiro e comunicativo, recebendo muitas informações. Mas alerta que cabe a ele decidir como usá-las, alguns utilizam para o bem, outros para benefício próprio, ou até para prejudicar o colega.

 

Por isso, defende a transparência e o diálogo saudável nas relações tanto profissionais quanto pessoais.